Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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28 de fev de 2010

Campanha AFIRME-SE! na reta final

"Faltam poucos dias para o debate no Supremo Tribunal Federal (STF)sobre a constitucionalidade das ações afirmativas como uma das estratégias de enfrentamento das desigualdades raciais. Participe desta corrente em luta pelo fim das desigualdades no Brasil. Doe e mobilize doações urgentes a partir de R$ 5. Todo recurso arrecadado será exclusivamente para pagamento da publicidade nas rádios, jornais e TVs em favor da CONSTITUCIONALIDADE DAS AÇÕES AFIRMATIVAS nas universidades públicas. Faça agora o seu depósito ou trasferencia bancária. Mobilize seus amigos, familiares e redes sociais. Conta corrente:65.354-9 / Agência: 0061 - Banco Itaú Para DOC: CNPJ 07922437-000121. A conta bancária e CNPJ estão sob responsabilidade do Fundo Brasil Direitos Humanos". Outras informações: http://afirmese.blogspot.com

1o Encontro Cultural de Mulheres das Periferias: mulher voz e cultura - o poder da ação e da palavra

(Texto de divulgação). "O Coletivo Cultural “Esperança Garcia”, nasceu do encontro entre mulheres que freqüentam e desenvolvem ações culturais nos saraus literários das periferias de São Paulo - Sarau Elo da Corrente – Pirituba e Sarau Poesia na Brasa – Vila Brasilândia. O grupo passou a promover discussões que refletem o papel da mulher negra na literatura e outras vertentes artísticas. Durante o ano de 2008, foram realizadas discussões que evidenciaram a importância de se trazer referências femininas para esses espaços, seja através da literatura, rap, trabalhos artesanais, culinária e outras manifestações culturais que venham a contribuir para reafirmação dessas identidades. Em 2009, fomos convidadas para realizar saraus literários em uma das unidades da Fundação CASA (masculina), junto com o Coletivo Literário Elo da Corrente. Organizamos com outros coletivos a 1ª Festa dos Ibejis – Homenagem ao Dia das Crianças com a distribuição de mais de 600 kits contendo doces e livros, além de intervenções artísticas, com o intuito de promover a aproximação das crianças dessa região com elementos da cultura afro-brasileira e intervenção artística com o texto “O gato da beira do rio”, escrito por Michel Yakini. Todas essas ações sempre foram embasadas em pesquisa desenvolvida em conjunto com os grupos. Com essas ações pensadas e desenvolvidas em nossos espaços, pudemos perceber certo estranhamento e, até mesmo, a ausência de discussões e trabalhos realizados por mulheres dentro dos espaços que promovem a cultura nas periferias. A partir disso iniciamos nossos trabalhos nesse coletivo, que permite desenvolvermos uma proposta de trabalho que evidencie e reflita a importância da produção cultural da mulher nessas ações. Dessa maneira, buscamos tratar de questões relativas à nós mulheres, bem como nossas subjetividades que ainda são tratadas de maneira invisível".

Morre o sambista Walter Alfaiate

(Do Clique Music).“Nascido no Rio de Janeiro, iniciou o trabalho como alfaiate aos 13 anos, no bairro de Botafogo, faleceu no sábado, 27/04, o sambista Walter Alfaiate. Autodidata, compôs para blocos carnavalescos da região, como o Foliões de Botafogo e o São Clemente. Participou nos anos 60 de rodas de samba no Teatro Opinião e formou vários grupos, com destaque para os Reais do Samba e o Samba Fofo. Mesmo sendo um dos principais nomes do samba em Botafogo, que viria a se tornar o grande celeiro de compositores do gênero, o cantor e compositor só foi descoberto na década de 70, quando Paulinho da Viola gravou três de suas canções – “Coração Oprimido”, “A.M.O.R.Amor” e “Cuidado, Teu Orgulho Te Mata”. Brilhou como crooner da boate Bolero, em Copacabana, onde ficou conhecido como Walter Sacode, por interpretar com maestria o samba “Sacode Carola”, de Hélio Nascimento e Alfredo Marques. Em 1982 foi convidado pelo parceiro e amigo Mauro Duarte a entrar para o G.R.E.S da Portela. Cultuado pela maioria dos sambistas do Rio de Janeiro, jamais foi reconhecido pelas gravadoras – com mais de 50 anos de carreira e com 200 sambas compostos, gravou apenas um disco, “Olha Aí”, lançado em 1998 pelo selo Alma e produzido por Aldir Blanc e Marco Aurélio.”

27 de fev de 2010

Mulheres criadoras de quadrinhos

(Deu no Diário de Pernambuco, por: Pedro Brandt). "Luluzinha, Mulher-Maravilha, Mulher-Gato, Valentina, Barbarella, Mônica, Mafalda... não faltam protagonistas de histórias em quadrinhos do sexo feminino. Verônica Saiki (E) e Viviane Machado. Foto: Adauto Cruz/CB/D.A Press E quanto a mulheres fazendo quadrinhos? Dessa breve lista de personagens, apenas Luluzinha foi criada por uma mulher - a americana Marjorie Henderson Buell. Com mais de um século de existência, as HQs tiveram poucas mulheres trabalhando na área. Situação que vem mudando ao longo das últimas duas décadas com um crescente interesse delas pelos quadrinhos e, consequentemente, uma maior participação. No Brasil, exemplos disso não faltam. É o caso de Verônica Saiki e Viviane Machado (ou Vivianne Fair, como ela assina). As duas começaram a ler e fazer os primeiros gibis na infância, aprimoraram técnicas na adolescência e deram continuidade à produção na vida adulta. Desde 2007, a brasiliense Verônica, 27 anos, publica por conta própria o título Verdugo, o inacreditável. Até agora, foram lançadas cinco edições e a sexta estáa caminho, prevista para maio. Carioca de nascimento, Viviane, 30, é adepta do mangá (como são chamadas as HQs japonesas) e tem livros e quadrinhos publicados no Brasil e nos Estados Unidos por editoras independentes. Ainda que atuem na área de artes plásticas e, eventualmente, façam HQs por encomenda, para elas o trabalho é, por enquanto, um hobby levado a sério. "Estou esperando para ver o que a maré vai trazer. Se surgir algo no futuro, será uma surpresa", diz Verônica. "Gostaria de viver da minha produção literária e também dos meus quadrinhos. Mas sou mãe e sei que esse mercado é muito complicado e não posso me dar ao luxo de tentar viver exclusivamente disso", analisa Viviane. Simone Mendes ganha a vida como free lancer de ilustrações para livros e revistas, como Bravo! e Capricho. Foto: Heitor Cunha/DP/D.A Press Ganha-pão - Os quadrinhos são o ganha-pão da paulista Erica Awano, a mais conhecida e renomada desenhista brasileira de mangá. São dela os desenhos de Holy Avenger, uma das mais bem-sucedidas HQs brasileiras. Atualmente, Erica desenha para a Dynamite Entertainment a série The complete Alice in Wonderland, inspirada em Alice no País das Maravilhas (sem previsão de publicação no Brasil). E há até brasileira nos X-Men. Nascida em Belém, mas criada em São José dos Campos (SP), a desenhista Julia Bacellar, ou Julia Bax, como é mais conhecida, é outro exemplo de profissional da área. Antes de se mudar para Paris, onde vive hoje, ela morou em São Paulo e deu aulas de quadrinhos na Quanta Academia de Artes, escola referência no ensino da linguagem das HQs. Além disso, Julia tem no currículo trabalhos para editoras norte-americanas, entre elas a Marvel, casa de personagens como Homem-Aranha, Hulk, Capitão América e X-Men. E, por falar no grupo de mutantes, a desenhista cobriu as férias do colega Roger Cruz (conhecido desenhista brasileiro) no título X-Men first class. Nem só de mangás e super-heróis vivem as mulheres do gibi no Brasil. A produção da gaúcha Fabiane Bento, a Chiquinha, vai pelo caminho do humor desbocado, na melhor tradição de suas inspirações Ota, Angeli e Allan Sieber. O trabalho de Chiquinha, que apareceu em diversas revistas e jornais do país, atualmente é publicado na Folha de S. Paulo. Novas leitoras - O que explicaria esse maior interesse das meninas por histórias em quadrinhos nos últimos anos? "No passado, com certeza menos mulheres liam por conta da temática", arrisca Viviane Machado, fazendo referência aos quadrinhos de super-herói voltados, principalmente, para o público masculino. "Como no Brasil, durante muito tempo, a única coisa de HQ que tínhamos eram títulos das editoras Marvel e DC, dá mesmo essa impressão", complementa Julia Bax. "Essa coisa masculino versus feminino é meio do passado, não?", pondera Chiquinha, "Eu adoro quadrinhos e nunca curti heróis ao extremo. Até porque o que sempre me atraiu foi o quadrinho autoral e não essa movimentação da indústria norte-americana", continua. Erica Awano explica que o maior número de mangás nas bancas brasileiras na última década ajudou a trazer novos leitores de uma forma geral: "Os mangás são produções altamente segmentadas. Eles têm um público específico, não é comono Ocidente: infantil, juvenil e adulto. Existem mangás para adolescentes de ambos os sexos, para jovens adultos, donas de casa, gays, empresários, esportistas, sobre todo tipo de assunto e segundo o interesse do público-alvo. Também existe a vantagem de que não é preciso ler 60 anos de quadrinhos para saber o que está acontecendo na história (a exemplo do que ocorre nos quadrinhos norte-americanos). Quando um quadrinho japonês acaba, ele acaba". Seja por hobby, seja por profissão, essas mulheres dedicam suas vidas aos quadrinhos pela paixão que sentem pela chamada nona arte. "O que me motiva é o amor pela arte. Enquanto esse amor não morrer, vou continuar produzindo, independentemente de saber que tem alguém lendo", sintetiza Verônica Saiki".

26 de fev de 2010

Capão Redondo nas telonas de cinema

(Deu no Estadão, por: Flávia Guerra). "RETA DE CHEGADA - Após quatro anos de trabalho, Jeferson De conseguiu terminar seu primeiro longa quatro dias antes da exibição na Alemanha; filme contou com colaboração de Ferréz e a bênção de Mano Brown “Todo maloqueiro tem em si motivação para ser Adolf Hitler ou Gandhi”, canta o rapper E.M.I.C.I.D.A. enquanto o que se vê na tela é uma panorâmica do Capão Redondo, um dos bairros mais famosos e, ao mesmo tempo, esquecidos de São Paulo. “Dá para tirar este Hitler e botar um bip no lugar?”, pede Jeferson De. “Por quê?”, rebate o “supervisor” da trilha sonora João Marcelo Bôscoli. “Como o filme vai passar na Alemanha, acho que não vai pegar bem falar em Hitler”, responde De. O filme em questão é Bróder, que faz sua première mundial hoje no Festival de Berlim. Primeiro longa do diretor, representa o Brasil na Panorama, uma das mais prestigiadas mostras competitivas do festival que termina sábado. Detalhe: o diálogo acima ocorreu há menos de uma semana. “Que estranho saber que meu filme vai ser exibido, que o festival já começou e eu ainda não terminei!”, comentou De ao Estado enquanto “apagava” o Hitler de sua história, em um estúdio da gravadora Trama em São Paulo. “Berlim vai mostrar o preto que voa e o preto que não voa, que usa bilhete único.” Assim De comentou a participação de outro filme do Brasil, Besouro (o “do preto que voa”, de Daniel Tikhomiroff), e do seu Bróder na mesma seção. É de fato irônica e complementar a escolha dos dois filmes. Besouro conta a história de Besouro Mangangá, o capoeirista que desafiava as leis da gravidade e os senhores de engenho em um Brasil recém liberto da escravidão. “No Brasil de 1897, quase todos os negros ainda sem a plena consciência de sua cidadania” diz a história de Besouro. No Brasil de 2010, não se pode afirmar que essa consciência tenha evoluído muito. O negro de Bróder não voa, continua tendo de se desdobrar para conseguir sair das três “opções profissionais” para se incluir no mercado de trabalho: “Morador da perifa tem o direito de virar jogador de futebol ou bandido. Quem não “opta” por nenhuma dessas rala muito para pagar o aluguel no fim do mês”, sentencia De. Se o “bróder” da perifa não voa, Jeferson De voou contra o tempo para terminar seu filme. Ele embarcou há dois dias para Berlim e Bróder, o filme, seguiu dois dias antes, no sábado, recém-saído da sala de montagem. De, que anda de ônibus, trabalhou quatro anos para encerrar Bróder com a canção de E.M.I.C.I D.A que vem a calhar: Triunfo. O Estado acompanhou a última semana de trabalho e conferiu de perto o frio na barriga de um diretor estreante para botar seu filme na lata e na tela de um grande festival internacional. “Cheguei a parar por quase um ano e a pensar que nunca terminaria, mas a seleção para Berlim deu novo fôlego. Esse é um projeto com grande potencial comercial. Há uma imensa galera da perifa e fora dela que tem tudo para gostar.” Orçado em R$ 3milhões, Bróder é uma produção da Barraco Forte (sua produtora) e da Glaz Enternaiment, e conta ainda com a Columbia e a Globo Filmes. “Queremos lançar tanto em grandes salas quanto nas comunidades.” Bróder conta a história de três amigos de infância, Macu (a semelhança com Macunaíma não é coincidência), Jaiminho (Jonathan Haagensen) e Pibe (Sílvio Guindane). Jaiminho virou jogador de futebol. Pibe é corretor de imóveis. Macu (Caio Blat) foi seduzido pelo crime e “alugou” sua casa para uma gangue de traficantes que pretende sequestrar uma criança. Tudo vai bem até que a gangue decide sequestrar Jaiminho. Mais que botar seu filme na fita, De conclui com Bróder um projeto que nasceu há 13 anos, quando criou o Dogma Feijoada (leia quadro). De dogmático, o Dogma não tem muito. A começar pela escolha do herói (ou quase) da história, que é, por si só, uma contradição. Macu é branco. Será? Quando De convidou Caio Blat para viver o personagem, ouviu: “Obrigado, eu sempre quis ser negro.” Assim sendo, pode-se dizer que Berlim também vai mostrar o filme do branco que é negro. O diretor resolveu dar a um ator branco o papel de seu primeiro longa para, na verdade, questionar o que é ser negro e o que é ser branco em um país em que, como diz a canção, as riquezas são diferentes, mas miséria ainda é miséria em qualquer canto. Não é por acaso que Bróder é o primeiro longa a projetar o mítico Capão na tela. “Nenhum cineasta paulista cumpriu bem a tarefa de retratar a periferia paulistana. Está na hora dos diretores tirarem suas lentes da Vila Madalena e mirarem a perifa”, provoca De. E filmes como Antônia, Os 12 Trabalhos, Contra Todos, Linha de Passe? “Respeito meus colegas, mas nenhum conseguiu traduzir bairros complexos como o Capão.” Seja como for, o fato é que Bróder traz finalmente um diretor negro à frente de um filme sobre essa fatia ainda tão mal entendida do Brasil. “É um projeto de dentro para fora. Não importa quem é negro ou branco. Importa quem é excluído. É uma história de irmandade, para pegar pela emoção e não um manifesto.” Caio Blat diz que o mais importante foi conhecer as pessoas no Capão e ter a bênção para representá-las. “Conheci muitas histórias como a do Macu, muitas mães que perderam seus filhos. Mas o clima lá agora é de superação. Os dias de guerra dos anos 90 passaram, e, por incrível que pareça, o que pacificou o bairro não foram programas de governo. O que mais contribuiu foi a organização do crime, a unificação, acabando com as disputas entre gangues.” Caio sabe do que fala. Para se preparar para viver Macu, mudou-se por conta própria para o Capão. “O Brasil é um país jovem e negro. Espero que se reconheça no filme.” Para diretor e ator, tão aguardada como a sessão em Berlim será a sessão no Capão “para a molecada ver o bairro dela no telão.” É nóis na fita, mano!"

25 de fev de 2010

Outro bilhete sobre o Pentes

"O teu livro - Os Nove Pentes d'África é uma literatura sobre a nossa sabedoria popular apresentada de maneira breve e muito agradável. Cada pente ilustrado, simboliza alguma questão que pode servir de roteiro para uma conversa a respeito da lição de vida nela sugerida. Um universo negro tão familiar. Em uma sociedade que aprecia e supervaloriza a forma, a rapidez e a reflexão imediata, um livro de história da sabedoria popular é uma resposta prazerosa e enriquecedora. Esse estilo literário não tem o compromisso de propor nenhuma verdade, mas trabalha com a imaginação, sensibilidade e nos emociona, nos surpreende, comunicando lições de vida com simplicidade e sabedoria. Parabéns por mais esta produção literária. Um grande beijo, querida." Vania Narciso.

24 de fev de 2010

Projeto Biblioteca Viva

"Oficina de capacitação para professores e bibliotecários ou monitores de salas de leitura cujo principal objetivo é despertar uma nova prática em relação à palavra poética e à palavra prosa. Venha você da rede municipal ou estadual. Na revolução educacional há lugar para todos"! Local: Casa Poema. Dias: 01, 02, 03, 04 e 05 de Março. Horário: De 15h às 18h. Capacidade: 25 alunos. Aulas: Geovana Pires, Daniel Rolim e Elisa Lucinda. Rua: Paulino Fernandes, nº 15 - Botafogo. Inscrições por email: casapoema@casapoema.com.br Informações adicionais: (21) 2286-5976 /77

21 de fev de 2010

O Pentes, por Michel Yakini

(Do blogue elo-da-corrente.blogspot.com) "Poxa, eu tava terminando de ler algumas obrigações vestibulescas de fim de ano e terminando um conto em meio a nuvens ancestrais e toda vez que a Raquel conversava comigo ela dizia: quando você ler o livro da Cidinha você vai gostar, a história é da hora. E sem desconfiar, li o livro durante a viajem e gostei muito. Como a prosa-poesia de Cidnha tá minando sonhos nessas páginas. Um encontro de nostalgia e utopia, onde passado e futuro convivem, onde vida e morte são passagens equivalentes e não excludentes. Cidinha conseguiu narrar as dores sem deixar a poesia fugir, pelo contrário, em Os Nove Pentes d´ África a vida é um ciclo que se renova na partida dos ancestrais, na memória das simbologias e na esperança dos que chegam. Cada pente que o avô deixa para seus netos, vem alimentado de sabedoria e descobertas. Além disso, a linguagem do livro é bem atual, onde percebi um grande preocupação de se comunicar com mulecada do momento, sem medo de mergulhar nas águas da linguagem atual, mas não tirando a essência que perfuma tempos passados. História que relata seu Francisco um artista simples que deixa sua vida esculpida em cada madeira, em cada pente presenteado aos netos. As ilustrações da Iléa Ferráz também são lindas, pentes pretos vivos e fortes como a narração marejada, mas certeira de Cidinha.Não deixe de ler".

19 de fev de 2010

Filme de Saint Clair Bourne no Centro Afro-carioca de Cinema

(Texto de divulgação). "Tendo participado de aproximadamente 40 filmes e documentários num período de mais de 40 anos de trabalho, St. Clair Bourne dedicou sua vida à arte cinematográfica. Professor, artista e diretor, Bourne é considerado um ícone entre os cineastas negros. Mais de 40 anos depois Bourne explorou e deu a voz às histórias que os Estados Unidos. Em seus últimos anos de vida realizou filmes como “Paul Robeson: Here I Stand” (1999) e “Half Past Autumm: The Life and Works of Gordon Parks” (2000). Antes de sua morte inesperada, Bourne trabalhava para contar a história deErnest Withers, um fotógrafo dos direitos civis e a obra e incompleta sobre os Black Panthers com pontos de vista de exilados afro-americanos que ainda estão dispersos pelo mundo. Filme: Paul Robeson: Here I Stand (Paul Robson: Eu Fico Aqui) 117’ ano 1999 documentário EUA Paul Robson, conhecido no mundo inteiro como um performer completo foi um dos artistas afro-americanos mais respeitados nos anos 1930. Entretanto, devido às suas opiniões e posicionamentos políticos, encontrou muitos obstáculos. “Paul: Here I Stand” explora a vida do ator e ativista mostrando sua história do auge ao declínio". Centro Afro Carioca de Cinema. Dia 26 de fevereiro, às 18:30. Endereço: Rua Joaquim Silva, 40 - Lapa, Rio de Janeiro.

18 de fev de 2010

Sidney Poitier conta percalços à sua bisneta

(Deu na Folha de São Paulo - por Lúcia Valentim Rodrigues). "O título em português da autobiografia de Sidney Poitier, Uma vida muito além das expectativas (Larousse, 304 pp., R$ 44,90 – Trad.: Catharina Pinheiro), pode soar pretensioso, mas ele tem mais a ver com sua infância do que com o que se deu na carreira do ator. Ele nasceu prematuro de sete meses, com 1,4 kg, e longe de um hospital - o preconceito contra os negros era violento. Era 20 de fevereiro de 1927. Sua mãe foi buscar alternativas para salvar a criança, enquanto seu pai saiu para encontrar uma caixa de sapatos para enterrar o filho. Sem esperanças médicas, a mãe visitou uma vidente para saber o que aconteceria ao bebê. Ela previu: "Ele crescerá e viajará por quase todos os cantos do mundo. Caminhará ao lado de reis. Será rico e famoso". Acertou em tudo. Então, aos 80 anos, extasiado por conhecer a primeira bisneta, Poitier resolve escrever sua terceira autobiografia, com esta e outras lições de vida. Após a turbulência precoce, ele teve uma infância pobre e simples na pequena Cat Island, nas Bahamas".

Chamada de mulher - roda de capoeira no Nzinga SP

17 de fev de 2010

Livro analisa sambas de enredo das escolas de samba

(Texto de divulgação). "Com muitos carnavais nas costas, Alberto Mussa e Luiz Antonio Simas mergulharam no universo da folia e apresentam o livro Samba de enredo: história e arte (Civilização Brasileira, 238 pp., R$ 34,90). Depois de ouvirem 1.324 sambas de enredo, a dupla reuniu o que há de mais relevante e curioso sobre este que é o único gênero épico genuinamente brasileiro. As origens, os fatores determinantes, as curiosidades e muitos personagens são revelados no livro. Os autores ainda apontam para uma crise do gênero iniciada no fim dos anos de 1980. Mussa e Simas revelam fatos que justificam o respeito e até mesmo a reverência do mundo do samba a escolas como Mangueira, Portela e Unidos da Tijuca. Conforme os autores, elas foram as primeiras a se organizarem em forma de escolas de samba e são apontadas por muitos estudiosos como precursoras do samba de enredo".

15 de fev de 2010

Um bilhete de Léa Garcia sobre o Pentes

"Cidinha, eu devorei Os Nove Pentes d'África, na noite mesma em que o recebi, assim que cheguei em casa. Mais uma vez fui tocada pelo que vc escreve, pela forma como escreve e pelo seu comprometimento e sensibilidade com relação às nossas raizes , à magia da religião de matriz africana, à nossa ancestralidade. Esses traços de seus textos, entre outros aspectos, fazem de suas histórias, originalíssimas leituras. O Pentes é um livro reconhecidamente belo e rico. É de uma sensibilidade única a simbologia de cada pente-presente. Reli várias vezes , "da perseverança", "de passagem", "da despedida e "pulsão da vida". Todas as outras são belíssimas mas acredito que pelo meu momento na trajetória da vida as mencionadas acima me tocaram mais profundamente (...) Estou quase pedindo ao Vô Francisco um pente-presente para a minha cabeça".

14 de fev de 2010

Um Dom Quixote gigante na Ilha

(Por: Por Galeno Amorim). "O desfile das escolas de samba do Grupo Especial do Rio (domingo, às 21h) será aberto por um dos maiores personagens da literatura universal de todos os tempos: Dom Quixote de La Mancha, com sua história clássica do cavaleiro sonhador, lembra Galeno Amorim. É assim que a União da Ilha do Governador, escola que está de volta à divisão principal do carnaval carioca, dará o pontapé inicial na maior festa popular do País. Afinal, mais de 400 anos depois de criado, o cavaleiro inventado pelo escritor Miguel de Cervantes está mais vivo do que nunca no imaginário daqueles que cultivam os sonhos".

Uma história de amoooooor, sem ponto final

(Do Publish News). "Personagens clássicos da literatura ou fenômenos atuais dividirão o desfile do Salgueiro no primeiro dia do Carnaval carioca. Este ano a escola vai cantar a história do livro – da Bíblia a Harry Potter – e promete levar para a avenida obras como 20 mil léguas submarinas, O pequeno príncipe, Ilíada, Os três mosqueteiros, Dom Quixote, Diário de um mago, A guerra dos mundos, O Guarani, Os Miseráveis e muitos outros. Serão quase quatro mil componentes divididos em 36 alas e sete carros alegóricos cantando o samba Histórias sem fim. A escola começa seu desfile na Sapucaí na madrugada de domingo, por volta da 1h20".

Unidos da Tijuca revive a lendária Biblioteca de Alexandria, no carnaval carioca

(Do Publishnews). "A Unidos da Tijuca preparou algumas surpresas grandiosas para seu carnaval 2010 (domingo, às 23h10). Seu carro alegórico mais brilhante será A Biblioteca de Alexandria, que trará os segredos da humanidade alimentados pela literatura. Para isso, vai recontar a história da biblioteca famosa que, construída há 2.300 anos no Egito (e destruída por um incêndio que acabou com a “casa dos livros de todos os povos”), continua, até hoje, cercada de mistérios".

9 de fev de 2010

Voa Pena Branca!

(Deu no UOL). "Faleceu aos 70 anos, vítima de infarto, na noite dessa segunda-feira (8), José Ramiro Sobrinho, o Pena Branca, que por 37 anos formou dupla com seu irmão Xavantinho, falecido em 1999. Pena Branca estava em sua casa, em São Paulo, ao lado da esposa, quando reclamou de dores no peito e caiu da cadeira. O cantor foi levado ao hospital São Luiz Gonzaga, no Jaçanã, mas não resistiu. Ícones da música sertaneja de raiz, os irmãos apresentavam um contraste curioso: eram típicos caipiras, no comportamento simples e na forma de falar, mas sempre estiveram envolvidos com nomes importantes de um sertanejo mais poético, de Rolando Boldrin, por quem já foram produzidos, e de Renato Teixeira, com quem lançaram um CD ao vivo em 1992. A música mais lembrada nesses próximos dias, provavelmente será "O cio da terra", composta por Chico Buarque e Milton Nascimento. No entanto, o público sertanejo deverá se lembrar mesmo da canção "Cuitelinho", que já apareceu em várias listas sobre músicas sertanejas mais importantes da história. Além dessas duas, existem outros inúmeros clássicos nas vozes dos irmãos, entre eles, "Calix Bento" e "Chuá, Chuá". Na década de 1980, a dupla passou mais de cinco anos sem gravar, após negar um pedido da gravadora de se adequar ao mercado sertanejo que começava a crescer. No último sábado, a simplicidade de Pena Branca foi lembrada na gravação do DVD de Sérgio Reis e Renato Teixeira. Durante uma pausa na gravação, Sérgio Reis contou que certo dia, Pena Branca ligou em sua casa perguntando: "recebi uma carta aqui dizendo que eu ganhei um tal de Grammy, que isso?". Pena Branca se referia ao Grammy Latino conquistado em 2001, com o álbum "Semente caipira", o primeiro gravado após o falecimento do irmão".

7 de fev de 2010

No Quênia, "escolas móveis" para os filhos de pastores nômades

(Deu no Le Monde, por Brigitte Perucca, enviada especial a Garissa - nordeste do Quênia). "A lâmpada pendurada nas folhagens da acácia prova: a aula começa cedo e termina tarde para as crianças de Saka Junction, um acampamento instalado a cerca de 80 quilômetros de Garissa, cidade situada no nordeste do Quênia. Um dia de escola dividido em dois, sendo que a maior parte do tempo restante é dedicada às cabras, búfalos e camelos, que devem ser vigiados e levados aos pastos. Amanhã, dentro de alguns dias ou alguns meses, a lousa será pendurada em uma outra árvore, a algumas dezenas de quilômetros de lá. Aqui, nessas províncias desfavorecidas do país onde vivem mais de 5 milhões de pessoas, as escolas seguem um ritmo que se adapta ao cotidiano e sobretudo ao vai e vem desses somalis criadores de animais que podem, dentro de um mesmo mês, se mudar até duas ou três vezes, e percorrer centenas de quilômetros em um ano. Essa classe itinerante faz parte das “escolas móveis” que se multiplicaram nos últimos meses nessa região árida. Elas reúnem 110 mil crianças, em 91 escolas. Mas seu número efetivo é ainda maior, se contarmos aquelas que, assim como a de Saka Junction, ainda não são financiadas pelo governo. O Quênia, que deu um salto bastante impressionante em dez anos no campo da educação (de 68,8% em 1999, o índice de escolarização primária passou para 92,5%), tem seus marginalizados. Entre eles, os filhos dos pastores somalis, juntamente com as crianças das favelas de Nairóbi, certamente são os mais abandonados tanto em questões escolares quanto sanitárias. Cúmulo da desigualdade, ainda que o Quênia tenha instaurado a gratuidade na escola primária em 2003, as famílias de Kibera, a maior favela de Nairóbi, com 1 milhão dos 3 milhões de habitantes da capital, devem pagar entre 100 e 200 xelins (entre R$ 3,30 e R$ 6,60) por mês. Pois das 148 escolas registradas em Kibera, somente seis são públicas, e as demais são administradas por ONGs. Resultado: em Mombasa e na costa, 83% das crianças frequentam a escola primária, e em Nairóbi somente 60%, sendo que 64% das que estão em zonas áridas, concentradas no nordeste do país, são excluídas delas. Excluídas entre os excluídos, menos de um quarto das meninas são escolarizadas ali. De Garissa, chega-se aos vilarejos e aos acampamentos pelas “Shell roads”, pistas abertas na época da colonização e assim apelidadas porque os britânicos procuravam petróleo na região. Com pouca ou nenhuma água, exceto por alguns reservatórios. Ignorado na época do Império (exceto por essas riquezas petrolíferas), o nordeste do Quênia, muçulmano em um país majoritariamente cristão, continua assim há mais de 40 anos. Ninguém aqui fala suaíli, a língua dominante. A criação de animais, ainda bastante lucrativa, sustenta esses pastores: um camelo é negociado por cerca de 50 mil xelins (R$ 1.213). Mas a contrapartida desse modo de vida pastoral é muito pesada. A partir de Saka Junction, a primeira escola primária se situa a 21 quilômetros, e a primeira clínica a 24 quilômetros. Cidade do Quênia ganha projeto que dá laptop para crianças Depois que as ONGs iniciaram o movimento em favor das escolas móveis, o governo assumiu. “Cada vez mais nômades abandonam o pastoreio, daí a importância de que eles recebam um mínimo de educação”, explica Mohammed Elmi, o ministro do Desenvolvimento do Norte, cuja pasta foi criada há 18 meses para tentar eliminar o enorme abismo que há entre essas regiões e o resto do país. A seca, terrível como a de outubro e novembro passados, constitui uma das razões desse abandono, mas a necessidade de garantir uma paz social entre as tribos prestes a entrar em conflito representa uma outra motivação governamental para desenvolver a educação e a formação dos nômades. Mas o Estado queniano parece mais seguir o movimento do que precedê-lo, de tão forte que é a demanda das comunidades por escolas nômades. Cada vez mais determinadas, as famílias organizam o emprego do tempo, determinam quais das crianças irão à escola, ao passo que as outras se encarregarão de levar o gado por longas distâncias e, sobretudo, escolhem o professor. Nesse acampamento de uma centena de famílias, nenhum adulto sabe ler, mas todos têm grandes esperanças com a educação. “Nós somos ignorantes como animais. O futuro será pior sem educação”, diz Abdi, um dos homens. Isso poderá fazer com que eles vão para as cidades e abandonem a criação de animais? Essas famílias, em via de sedentarizarão, parecem dispostas a tentar. Sinal dessa crescente sedentarizarão, a mesquita é construída de forma definitiva, ao passo que as casas ainda são cabanas redondas desmontáveis e transportáveis por camelos. Hassan Farah acaba de assumir as classes, desde o início de janeiro. Dois grupos foram formados: um com 22 crianças de 4 a 6 anos, e outro com 32 alunos de 9 a 15 anos. Aos 36 anos, Hassan Farah dispõe de certa experiência por ter sido “assistente” em uma escola durante vinte anos. Ibrahim, outro desses voluntários, frequentou a universidade durante dois anos. O número efetivo de sua classe, com 134 crianças, é bem maior. Para esses dois homens, a ajuda levada às comunidades pastorais constitui a motivação principal. Com segundas intenções para Ibrahim, que “quer ser político mais tarde” e então mostrar “que fez o bem para sua comunidade”. Seguido pelo salário esperado, de cerca de 20 mil xelins (R$ 486). Mas por enquanto, foi a comunidade que se juntou para comprar a lousa e as primeiras mobílias. Ainda que muito minoritárias, as meninas têm representação. Mas a resistência das famílias a escolarizá-las permanece muito forte. Sobretudo quando se trata de enviá-las para uma das “boarding schools”, internatos rurais existentes na região e que eram, antes da criação das escolas nômades, a única opção possível para os nômades. “As meninas podem ser estragadas. Além disso, elas são as melhores no trabalho”, acredita Rukia, uma mãe de oito filhos, dos quais quatro frequentam a escola. A escola mais próxima, a cerca de vinte quilômetros, reúne 750 alunos, dos quais 280 são internos. Entre eles, 60 meninas. Cerca de 100 alunos desse total vêm de famílias nômades. Prova da explosão escolar nesse país, a mesma escola tinha, em 1986, 73 alunos! Aos 15 anos, Fatima frequenta o internato há quatro anos. Está feliz aqui e alimenta grandes expectativas para o futuro. Ela quer ser médica. E já é a primeira mulher de sua família a saber ler e escrever". Foto: Crianças quenianas caminham de volta da escola para casa na favela de Kibera, em Nairóbi.Tradução: Lana Lim.

6 de fev de 2010

Fábula amarga conduz livro "Preciosa" da lama à tela

(Deu na Folha de S.Paulo, por Fábio Vítor) "Eu levei bomba quando tava com 12 anos por causa que tive um neném do meu pai. (...) Minha filha tem Sindro de Dao. É retardada." "Desde a abertura, a narradora de "Preciosa", livro no qual se baseou o filme homônimo, um dos cotados ao Oscar, revela-se sofrida e iletrada --o texto reproduz sua fala, uma fala repleta de erros. O estilo se adéqua ao peso da história: Claireece Precious Jones, a tal Preciosa, é enorme de gorda, negra, analfabeta, vive com a mãe (que lhe espanca e abusa sexualmente dela) no Harlem nova-iorquino e, aos 16 anos, espera o segundo filho, também de um estupro do pai. De tão atormentada, a trama soa como ficção. Mas é (quase) tudo verdade, conta a autora do livro, a poeta performática Sapphire (Safira), nome artístico de Ramona Lofton. "Eu dava aulas no Bronx, o bairro mais pobre de Nova York, meus alunos eram na maioria negros e latinos. Uma delas contou que tinha uma filha retardada, que nascera quando ela tinha 12 anos e era filha do próprio pai. Outra era espancada pela mãe", disse Sapphire à Folha, por telefone. Entretanto, como se numa fábula underground, surgem os anjos de Preciosa: o enfermeiro que lhe ajuda no parto, a professora da escola especial, a assistente social do abrigo... Uma epígrafe do livro traz um trecho do "Talmude", um dos livros sagrados do judaísmo: "Toda folha de grama tem seu Anjo que se curva sobre ela e sussurra: 'Cresce, cresce'". Então Sapphire, poeta marginal, acredita em anjos? "Sim. Na igreja afro-americana temos um spiritual que diz: 'Deus não tem mãos, só as suas'. Nós somos os anjos. Preciosa começa precisando de anjos, mas, quando se levanta, ela é o anjo." O caminho desde o chão é duro, e, como parábola do papel das letras para a vida, a escrita é o elevador. Talvez aí esteja o pulo do gato do romance, o que o diferencia de um mero conto de fadas urbano: acompanhamos a alfabetização da garota, paralela à sua redenção. É um processo tortuoso, que atravanca a leitura, já que a narradora por vezes abandona a linguagem oral e passa a escrever. "Os ano tod eu sta na sl nuc apeni (os anos todos eu sentava na sala e nunca aprendia) mas tv neem de nov Neem me pai (mas tive neném de novo, o Neném é do meu pai)". Estamos lendo a carta à professora que Preciosa escreve em seu diário escolar. "Ver as pessoas aprendendo a usar a língua é como ver um bebê começando a caminhar, um cego de repente enxergando", compara Sapphire. A escritora afirma que seu livro não existiria sem que houvesse antecessoras como Alice Walker e Toni Morrison. "As situações que descrevo foram descritas em "A Cor Púrpura" [de Walker] e "O Olho Mais Azul" [de Morrison]." O filme estourou no festival de Sundance e acumula aplausos. O livro ("Push", no título original), de 1996, está há 20 semanas na lista de mais vendidos do "New York Times". De família pobre, ex-dançarina noturna, ativista de círculos negros, gays e feministas, Sapphire se viu de súbito num universo "red carpet" que nunca foi seu --o "NYT" escreveu que ela sofreu abusos na infância, o que ela se nega a comentar. "Outro dia uma repórter perguntou quem desenhara o meu vestido, e eu disse que tinha comprado numa loja de departamento", conta. A mesma alegria que demonstra ao falar de Barack Obama. "É o primeiro a se preocupar com saúde e educação. Não fará milagre, mas começa a reparar os erros de Bush. E o fato de estar lá já muda uma cultura." (Foto: Sapphire, autora do livro no qual se baseou o filme "Preciosa"). PRECIOSA Autora: Sapphire Tradução: Alves Calado Editora: Record Quanto: R$ 29,90 (192 págs.)

1 de fev de 2010