Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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31 de mai de 2011

Trecho do Kuami

"O primeiro a ser visto é o flautista Patápio Harmonioso, acertando a embocadura do instrumento com “André de sapato novo.” O maestro Cardinal Pixinga, ao lado dele, delicia-se com a execução da peça, enquanto lustra a batuta. “Ora vejam, temos convidados”, ele exclama ao ver chegar Kuami. Helena faz as vezes de Janaína e o apresenta ao maestro, ao Patápio e a todos os Cardinais coralistas. Ele é recebido com muito carinho e senta-se ao lado de Helena para assistir ao ensaio. Logo no começo, depois de limpar a garganta com o tradicional hã-hã, o maestro Pixinga anuncia a presença de Kuami, um visitante ilustre de outro país, e oferece a ele a canção mais recente do coro, “Meu lugar”, de Arlindo Cruz do Firmamento Real. Kuami se apruma em agradecimentos, aproveita para ficar de pé, pois será inevitável ouvir com o corpo inteiro. O maestro levanta a batuta e os coralistas começam: O meu lugar é caminho de Ogum e Oxum / O meu lugar é cercado de luta e suor / esperança num mundo melhor... / O seu nome é doce dizer / Madureiraaa, lá lá laiá, Madureiraaa, lá lá laia. Kuami coreografa a música com a tromba e o rabo, divertindo todo mundo. No meio da canção ouvem-se os solos do flautista Patápio Harmonioso. O maestro Pixinga detecta um tum esquisito, mas não percebe de onde vem. Não chega a incomodar seu ouvido peixe-canino, mas aquilo não está na pauta musical. Se ele olhasse para o Kuami, às suas costas, compreenderia. O coral emplaca a segunda parte da música: Ai que lugar.../ Tem mil coisas pra gente dizer / o difícil é saber terminar / Madureiraaa, lá lá laiá, Madureiraaa, lá lá laiá, Madureiraaa. Desta vez, depois do refrão, não se ouviu apenas um tum inofensivo, mas dezenas de tuns, bem desafinados. Vários Cardinais enxugam os olhos com as barbatanas. O maestro Pixinga, visivelmente bravo, fecha as guelras e abaixa a batuta encerrando a música antes do final. Então, ele se dá conta que o tumtumtum era o efeito das lágrimas de Kuami quando alcançavam o chão. Faz-se aquele silêncio cúmplice, todo mundo comovido com o choro do elefante mirim. Helena o apoia e o incentiva a falar, se quiser. Ele funga forte e diz soluçando: “desculpem, mas não consegui me controlar, Madureira... é minha Lunda."

30 de mai de 2011

Fela: esta vida puta!

(Texto de divulgação). "Esta vida puta é a incrível história da vida tumultuosa, provocadora, exuberante do músico e ativista político nigeriano Fela Kuti, contada em grande parte em suas próprias palavras. Sua música hipnótica, suas apresentações vulcânicas e seu estilo de vida provocador, renderam a ele uma enorme legião de seguidores em todo o mundo. Mas também lhe infligiram experiências terríveis: várias prisões em condições degradantes, constantes batidas policiais, um brutal ataque por toda uma brigada militar seguida pela queima de sua residência comunal e a destruição total de seus bens. Ainda assim, Fela alcançou fama internacional em uma onda de controvérsias e de uma postura política intransigente em favor dos despossuídos. Mas como ele era realmente, este homem que podia tão facilmente despertar a hostilidade violenta das elites governantes africanas quanto à lealdade inabalável dos oprimidos de todo um continente e mesmo além dele? Fela foi um corajoso pan-africanista que enfrentou diversas forças de opressão com o poder de sua música transformadora imortal. Não temeu ofender os poderosos nem vacilou em defender os oprimidos. Denunciou o racismo e a alienação cultural como sendo tão maléficos quanto o imperialismo econômico e político. Esta biografia exclusiva é uma jornada comovente através da sua sofrida alma. E, pela primeira vez em livro, suas esposas também se expressam sobre elas e sobre ele. Autenticada pelo próprio Fela como sendo o retrato fiel de sua verdadeira cara, Esta vida puta é reconhecida por todos como a fonte primária incontornável sobre Fela. Biografia que choca, incomoda ou inspira, ela se torna tão imortal quanto seu sujeito. Muitas obras serão consagradas a Fela Kuti nos tempos que virão. Porém, podemos ter uma certeza: Esta vida puta se manterá inabalável como o único relato que é o reflexo genuíno de sua vida extraordinária e tão fora do comum, elaborado por Carlos Moore e autorizado pelo próprio Fela."

29 de mai de 2011

Alicerces da Voz, Cadências do Verbo: Escritoras de Brasil, América Latina e Áfricas

Debates, sambas, recitais e cenas - Na Biblioteca Municipal Alceu Amoroso Lima: Rua Henrique Schaumann, 777 – Pinheiros, São Paulo/SP Em 03, 04, 10 e 11 de junho, sempre às 19hs - Conferir mais detalhes e cartaz do encontro no www.edicoestoro.net ------------------------ (Por Allan da Rosa)"Quais teias algumas escritoras e poetas negras brasileiras, africanas ou latino-americanas vão preparando nas beiradas dos espelhos oficiais? Que apetites abrem em nossas leituras? Como salgam as páginas brancas? Como afinam suas urgências, suas ancestralidades? Como mergulham nos temas, afiam seus estilos e bailam a expressão nas contradições da veia, do espelho, do cotidiano e das lutas necessárias e imperfeitas? Se a literatura é uma casa do pensamento, por quais quintais do pulso, da pele e do coração passa a sua alma? Aqui o convite pra desfrutar o sabor das mesas de debate. E das sobremesas também, com as cenas e cantorias, a versação e a dança engenhadas por mulheres arteiras e matuteiras que vivem e recriam estas perguntas. Tudo começando com a homenagem necessária à oralidade, ao corpo que canta e aquece comunidades com melodia e ritmo, representado no encontro pelas mulheres do samba.   *Sexta-feira 03/06, às 19hs - Voz, Fonte da Letra - Mulheres & Samba: Raquel Trindade (Pintora, coreógrafa, escritora); Maria Helena (Embaixatriz do Samba de SP, Presença Histórica na Rosas de Ouro); Claudia Adão (Porta-bandeira da Flor de Vila Dalila); Apresentação: Adriana Moreira canta "Elizeth, Clara e Elza."   *Sábado 04/06, ás 19hs: África e Américas Negras: Ana Paula Tavares (Poeta de Angola) por Cristiane Santana (Professora e Pesquisadora de Literaturas Africanas); Paulina Chiziane (Romancista de Moçambique) por Ianá Souza (Pesquisadora de Literaturas Africanas); Marise Condé (Romancista de Guadalupe) por Luana Antunes (Professora e Pesquisadora de Literaturas Africanas); Apresentação: "Me gritarón negra", com Danielle Almeida e Luciane Ramos cantando e dançando letras de mulheres negras sul-americanas.   *Sexta-feira 10/06, às 19hs: Latino-América: Laura Esquivel (Romancista do México), por Sonia Bischain (Jornalista, romancista e poeta do Coletivo Sarau da Brasa); Gioconda Belli (Poeta e romancista da Nicarágua), por Carolina Teixeira (Artista plástica e poeta); Rigoberta Menchú (contista e líder indígena da Guatemala), por Lucía Tennina (Professora de Literatura na Universidad de Buenos Aires, pesquisadora da literatura periférica de SP); Apresentação: "Agua de Lluvia", com Amandy González (poeta, atriz e dramaturga paraguaia).   *Sábado 11-06, às 19hs – Negras Brasileiras Contemporâneas: Conceição Evaristo (Poeta e romancista) , por Evani Tavares (Atriz, Pesquisadora de Teato Negro e Escritora); Maria Tereza (Poeta e Atriz), por Renata Felinto (Artista Plástica, Educadora e Pesquisadora); Cidinha da Silva (Contista e Cronista), por Flávia Rios (Socióloga e Professora); Apresentação: "Quando as palavras sopram os olhos... Respiro!" (baseado em textos da escritora cubana Tereza Cárdenas), com a Capulanas Cia de Arte Negra.  

25 de mai de 2011

Uma chama não perde nada ao acender outra

Com este provérbio africano nos despedimos de Abdias Nascimento.

22 de mai de 2011

Urubu come carniça e voa! Uma ponte até Miró.

(Texto de divulgação)"Escritos crônicos e retratos da vida de um poeta pernambucano, negro, oriundo de MURIBECA, bairro periférico, que leva o mesmo nome do lixão em torno do qual o conjunto habitacional onde mora foi construído. João Flávio Cordeiro, o MIRÓ DE MURIBECA, faz da poesia a maneira mais concreta de responder a violência sofrida e observada por ele cotidianamente. Um artista intenso, crônico por natureza que, além dos escritos, traz no corpo e na palavra dita, uma visceralidade peculiar, que propõe novos olhares para um lugar onde “um sujeito pode bater no outro, só porque ele deu um riso!”, mas que, recheado de seu “alegrismo poético”, é capaz de colorir a tragédia e alçar vôos de celebração à vida. Uma ponte, uma travessia até Miró, é o que o novo espetáculo do grupo Clariô propõe. Atravessando a palavra do poeta de corpo e órgãos, descobrindo musicalidades e gestos que traduzam/dialoguem seus ditos tão urbanos e sertanejos. “URUBÚ COME CARNIÇA E VÔA!” é o que nos clariô nestinstante como chuva fina ao sol." FICHA TÉCNICA: Escritos crônicos: Miró de Muribeca. Direção : Mário Pazini. Atores/criadores: Alexandre Souza, Diego Avelino,Martinha Soares, Naloana Lima e Naruna Costa. Ator Convidado: Washington Gabriel. Dramaturgia: Grupo Clariô de Teatro. Assessoria dramatúrgica: Will Damas. Cenário: Alexandre Souza (João) e Mário Pazini. Figurinos e adereços: Martinha Soares e Naruna Costa. Iluminação: Will Damas. TRILHA DA PEÇA: Composição: Di ganzá e Naruna Costa. Interpretação: Orquestra de Caboclos - (violibeca: Di ganzá, Flauta: Adriana mello e contrabaixo: Luís Vitor Maia). Bora chegar minha gente!!! A estréia é dia 21 de maio e segue por alguns finais de semana - sábados as 21h e domingos as 20h - no Espaço Clariô! informações: grupoclario@uol.com.br 11 9995 5416 11 9621 6892 “Projeto realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria do Estado da Cultura, Programa de Ação Cultural/2010”

20 de mai de 2011

Arquivo do Estado de SP publica títulos da imprensa negra brasileira

O Arquivo Público do Estado de São Paulo disponibiliza em seu site a partir de hoje, 13 de maio – data que rememora a Abolição da Escravatura no Brasil –, 23 títulos de jornais e revistas da chamada "imprensa negra" brasileira. Trata-se de uma coleção de periódicos publicados por várias vertentes do movimento negro no país durante as primeiras décadas do século XX. A iniciativa irá facilitar o acesso ao acervo, que antes só podia ser consultado na sede da instituição. Estes periódicos foram publicados por várias correntes do movimento negro, como o jornal A Voz da Raça, da Frente Negra Brasileira, que circulou até 1937, totalizando 70 edições. A revista Quilombo (1950), editada por Abdias do Nascimento, célebre militante e agitador cultural, tinha a função de articular e divulgar a Convenção Nacional do Negro Brasileiro. A expressão "imprensa negra" é comum no meio acadêmico para designar títulos de jornais e revistas publicados em São Paulo após o processo abolicionista, no final do século XIX. Estes periódicos destacaram-se no combate ao preconceito e na afirmação social da população negra, funcionando como instrumentos de integração deste grupo na sociedade brasileira no início do século XX. Para conhecer os periódicos, visite o site do Arquivo do Estado.

18 de mai de 2011

Kuami, livro novo de Cidinha da Silva, no Rio e em São Paulo

Sarau Afrodicções em Belo Horizonte

Homenagem à poeta Maria Tereza

O evento acontecerá no dia 18 de maio, às 19h30, no Espaço Cultural e Livraria Suburbano Convicto, que fica à Rua Treze de Maio, 70 - 2 andar, Bela Vista tel (11) 2569-9151, visite o blog: www.buzo10.blogspot.com

17 de mai de 2011

África, conflito e transformação política: Egito, Líbia e Costa do Marfim

Maged El Gebaly (tratará do Egito): graduado em Língua Espanhola – Universidade de Ain Shams (1999), mestre em Linguistica pelo Instituto Caro y Cuervo (2005) e doutor em Linguistica – Universidade de Ain Shams (2011). Atualmente desenvolve outro doutoramento em Estudos Comparados em Literaturas de Língua Portuguesa na Universidade de São Paulo. Trabalhou no jornal “Al Karama” com Dr. Abdel Halim Qandil, coordenador do Movimento Egípcio pela Mudança Democrática (Kefaya), e integrante do serviço árabe da agência EFE como analista de assuntos latinoamericanos para jornais árabes. Professor de estudos latinoamericanos na Universidade 6 de Outubro. Militante voluntário na Campanha Pro-El Baradei. Esteve no Egito entre o dia 25 de janeiro e 6 de março, participando das manifestações e de diversas atividades políticas. Robert Badou Koffi (tratará da Costa do Marfim): Mestre em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela Faculdade de Filosofia Letras e Ciência Humanas (FFLCH/USP) e em Estudos ibéricos et latino-américanos pela UNIVERSITÉ DE COCODY/ABIDJAN (2006). Aluno de Pós-graduação em Marketing Político e Propaganda Eleitoral na Escola de Comunicação e Artes (ECA/USP). Ali El-Khatib (tratará da Líbia): Economista, sociólogo, desde 2006 coordena o Núcleo de Estudos e Pesquisas Árabes da Facamp. Desde 1981 atua junto às embaixadas árabes no Brasil. Foi diretor cultural da Embaixada da Palestina no Brasil. É superintendente do Ponto de Cultura Árabe – Instituto Jerusalém do Brasil e diretor cultural da Federação de Entidades Árabes do Brasil – FEARAB-SP. Membro do Compromisso Campinas pela Educação. Mediação: Acácio Almeida - Professor do Departamento de Antropologia da PUC/SP, também leciona Relações Internacionais na FACAMP. É vice-coordenador da Casa das Áfricas (casadasafricas.org.br ) e Coordenador da UNIAFRO IV - São Paulo. Apresentação: André Muller de Mello

16 de mai de 2011

Lançamento Segundo Relatório das Desigualdades Raciais

O estudo versa sobre os efeitos da Constituição de 1988 sobre as assimetrias de cor ou raça no Brasil, especialmente o seu capítulo da Seguridade Social e o da legislação anti-racista. A atividade ocorrerá no dia 30 de maio, das 15h às 18h30 e será realizada no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ (IFCS) da UFRJ, que fica no Largo São Francisco de Paula no. 1, Salão Nobre, Centro, Rio de Janeiro.

15 de mai de 2011

Jennifer, um filme de Renato Candido

Mostra de animação na Net

Confira amostras de Mbiya Kabengele com os originais Black Panthers e animação para Sandra Iszadore( ex vocalista de Fela Kuti) em www.mbiya.blogspot.com

13 de mai de 2011

Deu no blogue do Ferréz

"Desde o primeiro dia que li os contos de Cidinha, eu quis saber mais sobre a escritora que colocava uma narrativa tão enxuta e inovadora em contos tão brasileiros, o bom é que Cidinha não é uma escritora afetada, ela transborda talento e personalidade em forma de palavras. em breve pelo Selo Povo. Eu, Marcelo Martorelli, Thais e Paulo e toda equipe SP, estamos trabalhando para esse livro sair lindo, como tem que ser". (Ferréz)

11 de mai de 2011

Kuami e Era uma vez Passárgada, dia 04 de junho, no Rio de Janeiro

Na festa do Rio de Janeiro contaremos com a presença do amigo Anderson Feliciano lançando o belo "Era uma vez Passárgada", também da editora Nandyala. Na história, "João e Leo, amigos que gostam de escrever versos no papel, a convite de Seu Manuel, vão conhecer Passárgada... Na terra onde eles se tornam amigos do rei, a magia, as palavras e a poesia se encontram e fazem dessa viagem uma grande aventura." Dia 04 de junho, às 15:00, em Vila Isabel. Rua Luís Barbosa, 93. Informações: 21 - 30425671.

8 de mai de 2011

Assim começa Kuami, romance infantil/juvenil de Cidinha da Silva

Janaína, a sereia da história, não nasceu das águas do sempre, como todas as outras. É filha do amor entre Hércules Baiacu e Naomi dos Palmares. Ela vive no Sereal, reino das sereias, próximo à pororoca, onde se misturam olhos apascentados pelo rio e outros famintos de mar. Plantas de água doce e algas de água marinha, seixos opacos trazidos pela maré e o ouro da Mãe d’Água, vindo na corrente do rio. Hércules Baiacu, pai de Janaína, é um peixe robusto, de coração mole e garganta de cantor, além de ser desertor das águas do mar. É solista convidado do coral dos Cardinais Invertidos. Quando jovem, ficou conhecido como D. Juan dos igapós. Encantou moças várias para o fundo das águas, mas só Naomi vingou. Hércules se travestia de boto para seduzi-las, contam à boca miúda, e quando as moças se descobriam enganadas por um baiacu do mar, morador do rio, desfaziam as juras de amor eterno e retornavam à superfície. Ele, como legítimo imitador dos primos pacus, inchava de raiva. Com Naomi fora diferente. Alertada pelas amigas sobre um certo baiacu galanteador, interessara-se por conhecê-lo. Pelo menos era criativo, além de cantor. Enquanto ele a cortejava, refletido na vitória régia como boto azulado, Naomi crivou-o de perguntas sobre a natureza dos baiacus, os gostos dos baiacus, as tradições familiares deles, épocas de piracema etc. Hércules fitou aqueles olhos verdes estatelados num rosto negro e perguntou-se o porquê de tanto interesse pelos baiacus. Ouvindo seus pensamentos, Naomi respondeu: “estou me apaixonando por um”. Hércules inchou de novo, dessa vez, por contentamento e, encorajado, mostrou-se em sua inteireza baiacúnica. KUAMI, DE CIDINHA DA SILVA. EDITORA NANDYALA. LANÇAMENTOS: Belo Horizonte: Livraria Nandyala (Av. Do Contorno 6.000, loja 01, Savassi). Dia 20 de maio de 2011, às 19:00. Informações: (31) 32815894 São Paulo: Livraria Suburbano Convicto (Rua 13 de Maio, 70, 2º andar, Bela Vista). Dia 24 de maio de 2011, às 19:00. Informações: (11) 25699151 Rio de Janeiro: Rua Luís Barbosa, 93, Vila Isabel. Dia 04 de junho de 2011, às 15:00. Informações: (21) 30425671

6 de mai de 2011

Logun-Edé: uma pequena Yorubópera

Essa pequena ópera, conta a história de Logun-Edé, orixá adolescente, filho de dois mundos distintos que reflete em sua figura características de seus pais, enquanto busca sua identidade, transformando os padrões estabelecidos. Grupo Pé de Moleque. Bruno Gavranic - libreto. Di ganzá - Composição e Direção Musical. Felipe Candido - Figurino. Mawusi Tulani - Produção. Elenco: Logun Edé:Carlos Alberto Júnior. Oxum: Mawusi Tulani. Oxóssi: Claus Xavier. Sereias: Graciela Soares, Nilcéia Vicente, e Jane Fernandes. Caçador:Leonardo Devitto. Orquestra: André Fabiano (flauta), Éder Francisco (violão), João Nascimento (tambores), Juliana Silva Najú (alfaia) e Renato Antunes (violoncelo). Cenário: Marcela Donato. Preparação Corporal: Fabiano Benigno. Produção Executiva: Jader Florêncio. Direção Geral: Dagoberto Feliz. Teatro Imprensa R. Jaceguai, 400 Bela Vista - SP. Sábados às 16hrs. R$ 30,00 R$ 15,00

Lançamentos no Poesia na Brasa

5 de mai de 2011

Rabo preso X Once Caldas

Eu sei que os celestes dirão (com razão)que "alegria de atleticano (ou ex-torcedora do Atlético, como eu) é ver o Cruzeiro perder." Mas não posso mentir, meu coração se alegra quando vejo o Cruzeiro se enrolar no rabo enquanto esperava o Santos e esquecer de jogar com o Once Caldas.

4 de mai de 2011

Museu Afro Brasil apresenta exposição HEREROS ANGOLA de Sergio Guerra

De 12 de maio a 24 de julho mostra fotográfica destaca o modo de vida e as tradições do mítico povo africano. Abertura: 12 de maio. Hora: 19h30. Local: Museu Afro Brasil – Parque Ibirapuera. Grátis! "Pouquíssimas pessoas conhecem tão bem Angola quanto o fotógrafo pernambucano Sérgio Guerra. Responsável pela comunicação do governo angolano, há quase 15 anos ele vive na ponte-aérea Salvador-Luanda. Daí nasceu uma relação de amor profundo com o país africano, dando origem a um dos mais completos registros fotográficos das 18 províncias angolanas e de suas populações, o que resultou em cinco livros. O mais recente, Hereros, é aquele no qual Guerra aprofunda seu olhar sobre a cultura daquele país e a matéria prima para a grande e inédita exposição ‘Hereros Angola’, com cerca de 100 fotos selecionadas pelo artista plástico e curador Emanoel Araujo, que abre em 12 de maio, no Museu Afro Brasil, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo (Parque do Ibirapuera, Portão 10, telefone: 11.3320.8900 – www.museuafrobrasil.org.br). Após ter sido realizada em Luanda e Lisboa, em 2009, com ampla repercussão, a mostra Hereros Angola ganha novos contornos e dimensão maior para exibição em São Paulo. Sérgio Guerra realizou mais viagens ao deserto do Namibe, produziu novas fotos, fruto do estreitamento das relações com os Hereros. Além das fotografias, em diversos formatos, algumas plotadas em grandes formatos, a mostra inclui uma cenografia que reúne vestimentas, adereços e objetos de uso tradicional e ritualístico da etnia. Hereros – Angola traz ainda vídeos de depoimentos colhidos entre os sobas (líderes), mulheres e jovens sobre a sua cultura e a forma como encaram a vida. Parte integrante da mostra são cantos ritualísticos captados entre estes povos. O repertório de imagens, depoimentos e sons reunidos levarão o expectador ao universo destes pastores de hábitos seminômades, que são exemplo da perpetuidade e resistência de uma economia e cultura ancestrais ameaçadas pelo acelerado processo de modernização e ocidentalização dos países africanos. A realização da mostra em São Paulo, no Museu Afro Brasil, ao tempo em que homenageia Angola de forma peculiar, fecha a triangulação entre África, Portugal e Brasil, bases da formação cultural do povo brasileiro. A exposição é viabilizada graças ao patrocínio exclusivo da UNITEL, empresa de telefonia móvel angolana que está a ligar a cultura de Angola ao mundo. Sérgio Guerra e os Hereros - O contato inicial de Sérgio Guerra com os hereros causou impacto imediato no artista. ‘“Quando os vi pela primeira vez, foi como se uma porta da minha percepção tivesse sido aberta para algo que sabia existir, mas hesitava em acreditar”, recorda. O ano era 1999, quando ocorreu uma viagem às províncias de Huíla e Namibe para as gravações do programa Nação Coragem, que levava aos angolanos noticiário de atualidades e informações sobre a cultura do país e suas populações. Ali, Guerra registrou imagens dos mukubais, um dos subgrupos dos hereros. Sete anos depois, retornou ao Namibe e descobriu outros subgrupos: os muhimbas, os muhacaonas, os mudimbas e os muchavícuas. ‘Comecei a entender que aqueles povos, apesar da aparência diferente, eram todos da mesma raiz, da mesma família”, explica. Na convivência com os hereros, Guerra percebeu que os próprios angolanos sabiam muito pouco sobre essa etnia e sequer conseguiam distingui-los. “Descobri que, para além da minha atração por estes povos, poderia ser útil, de alguma maneira, se pudesse partilhar com um número maior de pessoas tudo aquilo que me foi dado a conhecer sobre eles”. Os hereros se dividem entre Angola, Namíbia e Botsuana, totalizando mais de 240.000 representantes da etnia. Apesar dos subgrupos, todos falam o mesmo idioma, o herero, além de português em Angola, inglês em Botsuana e inglês e africâner na Namíbia. São um povo mítico, com uma história marcada por sangue. EM Angola, resistiram à colonização portuguesa. Na Namíbia, resistiram à escravidão e se opuseram à dominação alemã, ação que os tornou vítimas de um dos maiores genocídios da história. Em 1904, o general Lothar von Trotha ordenou às tropas alemãs o cumprimento de uma “ordem de extermínio” e dizimou cerca de 80 % da população dos hereros. Para conhecer mais de perto o modo de vida dos hereros, Guerra passou uma temporada vivendo dentro das comunidades e observando suas práticas cotidianas. “Vi que, mesmo diante da escassez, dividem sempre o alimento com os demais. Vi que cultivam a solidariedade, que evitam o personalismo e o egocentrismo, que praticam uma economia familiar de grande inteligência, sempre voltados para a ampliação de um patrimônio cujo usufruto é sempre coletivo. Vi que honram e festejam os seus antepassados. Vi que praticam com grande eficácia a justiça, coibindo infrações com pesadas multas que, a um só tempo, são prejuízo econômico e reprimenda moral”. A convivência com os hereros fez Guerra perceber que, apesar de sua lógica de vida muito particular, eles já não vivem tão isolados e lidam com alguns mecanismos que caracterizam o que se costuma chamar de civilização. “Eles fazem comércio, já freqüentam escolas, consomem álcool, locomovem-se entre a aceitação e a recusa de tudo isso. Desde o século passado, pelo menos, eles já mantinham contato intenso e compulsório com a sociedade moderna e com o homem branco”, explica. O trabalho que resultou no livro, na exposição e no futuro documentário Hereros Angola teve início em junho de 2009, quando Guerra viajou para as províncias do Namibe e Kunene, acompanhado por 17 pessoas. Foram 60 dias de documentação dos hábitos e costumes dos hereros, resultando em mais de 10 mil imagens e uma centena de depoimentos. De lá para cá, somaram-se mais de 10 viagens e pelo menos mais 10 mil imagens. “Nesse registro, a imagem e palavra pertencem aos hereros e eles não podem ser subestimados. Subestima-os os que desejam catequizá-los, redimi-los, salvá-los da suposta ignorância, como também os que deles se aproveitam intencionalmente e de má fé”, afirma. ‘Eles não se negam à reflexão, ao diálogo e à mudança, pois muito já tiveram que mudar ao longo do tempo. Já não são iguais aos seus antepassados. “Mas desejam, contudo e apesar de tudo, que possam trilhar um caminho que não os leve obrigatoriamente à completa descaracterização da sua economia e cultura”, finaliza. O autor - Fotógrafo, publicitário e produtor cultural, Sérgio Guerra nasceu em Recife, morou em São Paulo e no Rio de Janeiro, até se fixar na Bahia nos anos 80. A partir de 1998, passou a viver entre Salvador, Rio de Janeiro e Luanda, onde desenvolve um programa de comunicação para o Governo de Angola. Em suas constantes viagens pelo país, testemunha momentos decisivos da luta pela paz e reconstrução, constituindo um dos mais completos registros fotográficos das 18 províncias angolanas. Seu acervo fotográfico propiciou a publicação dos livros 'Álbum de família', 2000, 'Duas ou três coisas que vi em Angola', 2001, 'Nação coragem', 2003, 'Parangolá', 2004, 'Lá e Cá', 2006, 'Salvador Negroamor', 2007, ‘Hereros-Angola’, 2010 e a montagem das exposições 'As muitas faces de Angola' (Brasília, Salvador, São Paulo, em 2001); 'Nação Coragem' (São Paulo, em 2003, e Zimbabwe, em 2008); 'Lá e Cá' (realizada na Feira de São Joaquim, a maior feira livre da América Latina, tendo as bancas dos comerciantes como suporte da exposição, Salvador, 2006); 'Salvador Negroamor' (destacou-se como a maior exposição fotográfica a céu aberto que se tem registro até hoje, com aproximadamente 1500 painéis espalhados na cidade, Salvador, 2007); 'Mwangole' (Salvador, 2009); e 'Hereros-Angola' (Luanda e Lisboa, 2010)."

3 de mai de 2011

Kuami, romance infantil / juvenil de Cidinha da Silva, na área!

Está a caminho da gráfica meu primeiro romance infanto-juvenil, Kuami (Editora Nandyala). É meu quarto livro individual, às vésperas de completar cinco anos de carreira literária. São 12.000 exemplares em circulação. Isso, como vocês podem imaginar, me deixa muito contente. As ilustrações de Kuami são de Josias Marinho. Estão agendados lançamentos em Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, cuja divulgação espera receber o apoio de vocês. Abaixo, trechos da orelha do livro novo, escrita por Tania Macedo – USP. “Cidinha da Silva mergulha na prosa mais uma vez e traz uma história que nos encharca de poesia ao nos contar sobre o Sereal, “reino das sereias, próximo à pororoca, onde se misturam olhos apascentados pelo rio e outros famintos de mar”. Cheio de imaginação, musicalidade, situações engraçadas e a segurança de quem sabe onde vai chegar, Kuami, novo livro da autora é um presente à inteligência dos leitores. A história nos fala sobre os amigos Kuami, um elefantinho, e Janaína, uma pequena sereia, que percorrem águas, florestas e também os céus, vivendo numerosas aventuras, na procura por Dara, a mãe de Kuami, aprisionada por fazendeiros. No caminho de sua busca, acabam ensinando muitas coisas a seus leitores, entre as quais o valor da amizade, a força da perserverança e também o amor que pode vencer muitas barreiras. Trata-se, assim, de uma narrativa que será lida com prazer tanto por gente grande como pelos pequeninos, pois se a fantasia e o suspense, sem dúvida, cativarão os jovens leitores e farão com que leiam a história quase sem parar, os adultos encontrarão uma prosa bem elaborada que os deliciará com os achados de linguagem, com a ironia e a sólida construção de personagens.” Lançamentos - Belo Horizonte: Livraria Nandyala (Av. Do Contorno 6.000, loja 01, Savassi). Dia 20 de maio de 2011, às 19:00. Informações: (31) 32815894 São Paulo: Livraria Suburbano Convicto (Rua 13 de Maio, 70, 2º andar, Bela Vista). Dia 24 de maio de 2011, às 19:00. Informações: (11) 25699151 Rio de Janeiro: Rua Luís Barbosa, 93, Vila Isabel. Dia 04 de junho de 2011, às 15:00. Informações: (21) 30425671