Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

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30 de out de 2011

Leia "Por te amar", crônica de "Oh, margem! Reinventa os rios!"

Por te amar, eu pintei um azul do céu se admirar. Até o mar adocei e das pedras leite eu fiz brotar. De um vulgar fiz um rei e do nada, um império para te dar. Enfim um horizonte melhor me sorriu. Minha dor virou gota no mar. Saí daquela maré, Luiz, não vivo mais à sombra dos ais. Não foi fácil, meu velho. Vieram para mim de barba de bode e eu de comigo-ninguém-pode fiz o mar desaguar no chafariz. Fui ao Cacique de Ramos, planta onde em todos os ramos, cantam os passarinhos nas manhãs. Quando a moçada puxou suas músicas, meu coração desaguou, de alegria e saudade. Olhei para o alto das tamarineiras, as guardiãs da poesia, e elas vestiam um laço branco, como Kitembo. E só ele, para acomodar dores e saudade. Continuamos cantando, buscando o tom, um acorde com lindo som, para tornar bom, outra vez, o nosso cantar. Então os meninos entoaram seu samba para D. Ivone: “Lara, o seu laraiá é lindo. São canções de quem tantos corações retém com seu canto. Baila e baila o ar ao te ouvir”. Tão singela e precisa definição. Na volta passei por Manguinhos, mirei a lua de Luanda que veio para iluminar a rua. Visitei a fachada da escola pública batizada com o seu nome: Luiz Carlos da Vila! Que alegria. Eu já sabia, passei para te ver. É Luiz, a chama não se apagou, nem se apagará, enquanto as ondas do mar brincarem com a areia. São luzes de eterno fulgor, Candeia e Luiz Carlos da Vila. O tempo que o samba viver, o sonho não vai acabar e ninguém se esquecerá de vocês, os timoneiros. O não-chorar e o não-sofrer se alastrarão, do jeito que você sonhou em seu dia de graça, Luiz. Valeu poeta, seu grito forte dos Palmares.

29 de out de 2011

Entrevista da Ministra Luiza Bairros

(Por Eduardo Garcês). UNFPA (Fundo de Populações das Nações Unidas) – De que forma a Mobilização Nacional Pró-Saúde da População Negra contribui para ampliar o debate sobre desenvolvimento no Brasil? Luiza Bairros - É uma contribuição muito importante. Porque os temas os temas de saúde da população negra ainda dependem muito de mobilização social. Todos os avanços que nós conseguimos nos últimos anos em relação a esse tema são devidos fundamentalmente ao trabalho que é feito por especialistas em saúde da população negra e por várias organizações que existem no Brasil que mantêm essa agenda viva e, portanto também forçam o setor público a adotar medidas que favoreçam a população negra nessa área. A relação com o desenvolvimento é total. Porque na verdade, quando falamos em saúde da população negra nós também estamos falando nas condições de nascer, viver e morrer de uma população com taxas de mortalidade que são mais precoces e maiores comparativamente a outros grupos sociais. Então se trata de defender um direito, que é o direito fundamental de viver com dignidade e de ser atendido nas suas necessidades e nas suas particularidades. De maneira que, em a população negra tendo as suas condições de saúde atendidas de forma devida e respeitando o que ela tem de singularidade, nós também teremos uma população negra mais apta a participar de todos os benefícios do desenvolvimento. Uma população que deixa, portanto, de ser vista como um problema, para ser vista como parte de tudo o que o país precisa mobilizar de bom para que possamos constituir uma sociedade que beneficia a todos e todas sem distinção de raça, por exemplo. UNFPA – A Mobilização é uma iniciativa da sociedade civil, mas o governo se engajou e, nesse período, realiza ações nas três esferas de gestão. Como a Mobilização se alinha com as ações estratégicas da SEPPIR? A SEPPIR desde 2003 tem realizado varias iniciativas no sentido de fazer com que a saúde da população negra seja incorporada com uma política dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Agora, nós estamos retomando aquilo que considero uma segunda fase deste esforço – dos últimos oito anos – e uma fase onde não temos mais que inventar nenhum tipo de desculpa para justificar o fato da Política Nacional de Saúde da População da Negra não estar devidamente implementada. Todos os passos já foram dados nesse sentido. O Estatuto da Igualdade Racial transformou esta Política em lei, portanto o que nos resta agora é fazer com que estas experiências que ainda são isoladas em alguns estados brasileiros sirvam de plataforma para uma ação mais concentrada capaz de mobilizar as secretarias estaduais e municipais de saúde em todo o país. A este propósito, nós estamos hoje, a SEPPIR, assinando um protocolo de intenções com o Ministério da Saúde, visando algumas ações exatamente nessa direção de fazer da Política Nacional um instrumento vivo. A senhora poderia destacar ações realizadas pela SEPPIR e o Ministério da Saúde para a promoção da equidade e enfrentamento ao racismo na saúde? Exatamente. O protocolo de intenções com o Ministério da Saúde tem objetivo de reavivar o compromisso entre os dois ministérios. Para ele, nós estamos pensando em fazer uma campanha de comunicação ‘Igualdade Racial é pra valer!’ no Sistema Único de Saúde. Pretendemos retornar, agora em outras bases, a questão do racismo institucional dentro do SUS, uma ação estratégica da maior importância, considerando as evidencias que se tem de um atendimento inadequado para pessoas negras, o que resulta em que muitas doenças sejam agravadas entre pessoas negras e que, por um lado, tem levado também a uma negligencia com aquelas doenças que são prevalentes na população negra e que poderíamos, através de um SUS que incorporasse esses princípios de equidade racial, ter como resultado uma qualidade de vida melhor para a população negra. Outro aspecto importante dessa segunda fase relação SEPPIR e Ministério da Saúde é trabalhar sob a vigência do Estatuto da Igualdade Racial que, como eu disse inicialmente, transforma a Política Nacional de Saúde da População Negra em Lei. Como já foi dito pela senhora, a SEPPIR tem contribuído para que a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra tenha uma gestão mais efetiva para dentro do Ministério da Saúde e para que se torne uma realidade nos estados e municípios. Mas, o que ainda precisa ser feito? É preciso que junto com o Ministério da Saúde e com o Comitê Técnico de Saúde da População Negra elencar e efetivamente executar aquelas medidas que tornem possível para o sistema como um todo, absorver essa realidade. A realidade de que existe um campo de pesquisa, de intervenção, de ação pratica na atenção a saúde que está ligada as necessidades de um determinado grupo populacional. Gostaria que a senhora falasse especificamente dos seguintes temas: mortes maternas entre mulheres negras e mortes por causas violentas entre jovens negros de sexo masculino. Isso tem relação com racismo institucional? De que forma a SEPPIR está atuando para enfrentar esse problema? Quem são os parceiros? Em relação a mortalidade na juventude negra a SEPPIR está trabalhando junto com outros ministérios no âmbito do Fórum Direitos e Cidadania na montagem de uma sala de ação, para não apenas monitorar as situações, mas para articular um conjunto de ações de prevenção a essas mortes. A mortalidade na juventude negra, a gente sabe, está ligada a diversos aspectos e, portanto isso tem implicado da nossa parte um trabalho de articulação com diferentes ministérios. Entram o Ministério da Justiça, o Ministério da Saúde, mais especificamente na questão da prevenção ao consumo de drogas, o Ministério da Educação com ações que para nós são fundamentais no sentido de provocar na juventude negra expectativa e possibilidade de participação social e entra também o Ministério do Desenvolvimento Social naquilo que se refere na parcela da juventude negra ainda submetida a situação de empobrecimento muito grave e da distância das oportunidades mínimas na nossa sociedade. No que se relaciona a mortalidade materna, que tem sido um dos temas centrais dessa discussão mais ampla de saúde da população negra, o nosso esforço deverá agora e no futuro próximo deverá ser no sentido de que as ações de prevenção da mortalidade materna feitas pelo Ministério da Saúde sejam feitas em função da situação detectada entre as mulheres negras. Como todos sabem temos taxas de mortalidade materna superiores entre mulheres negras em todos os estados brasileiros e acho esse dado eloqüente o suficiente para fazer com que daqui pra frente às políticas tenham foco direcionado as mulheres negras que morrem mais de causas totalmente evitáveis.

28 de out de 2011

Igualdade racial é pra valer!

Acompanho a agenda da Ministra Luiza Bairros, semanalmente. Observo o trabalho da Ministra e sua equipe e me nutro de ânimo, alegria e orgulho, periodicamente. Como admiro esta mulher e sua capacidade imensurável de trabalho sério, produtivo e conseqüente. A Ministra Luiza Bairros é minha esperança de que saiamos do lugar de maioria social, consolidado na gestão do Presidente Lula, e passemos ao lugar de maioria política. É óbvio que esta é uma tarefa da sociedade civil organizada, que vem cumprindo bem seu papel, ainda que volta e meia perca algum tempo confrontando um ou outro paspalho midiático, aspirante ao posto de celebridade instantânea. Mas, seguimos, sem perder o foco, dialogando com a Presidenta Dilma, dialogando com quem constrói e com quem decide. Minha esperança na Ministra Luiza Bairros é porque a cada ação sua, vejo o Estado brasileiro cumprindo seu papel de efetivar políticas públicas de enfrentamento do racismo e superação das desigualdades raciais. A Ministra Luiza Bairros e sua atuação à frente da SEPPIR são a certeza renovada de que estamos no caminho certo. Ngunzo, Ministra! (Deu no portal Áfricas) "O ministro da Saúde, Alexandre Padilha e a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR), Luíza Bairros, assinaram um acordo para adesão à campanha “Igualdade Racial é Pra Valer!”. O acordo visa a produção e divulgação de peças da campanha no SUS; cria estratégias para implementar a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra; implementa o Programa de Enfrentamento ao Racismo Institucional no Ministério e no SUS; e divulga o Estatuto da Igualdade Racial. Também cria a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra."

27 de out de 2011

Leia "UM HINO", crônica de "Oh, margem! Reinventa os rios!"

Dona Ernestina, funcionária dedicada, vê-se obrigada a telefonar aos ex-colegas comunicando a morte do patrão. “Morreu, foi?” Diz o ex-office-boy. “Como ele morreu, Dona Ernestina?” “Atropelado, meu filho. Na Av. Paraná, em frente ao Ministério do trabalho.” É provável que saísse de mais uma das incontáveis audiências de conciliação trabalhista, quando ele decretava falência da empresa para não pagar os direitos dos funcionários. Pensa o ex-office-boy. Este não vai ao velório. Não adianta. Outra vez ela pega o caderninho de notas, folheia, encontra o nome do Vilson, ex-faxineiro. Telefona, é recebida entusiasticamente pelo ex-colega, sempre muito simpático. “Morreu? Já foi tarde, heim, Dona Ernestina?” “Oh meu filho, não fale assim que Deus castiga.” “Castiga a quem, Dona Ernestina? Carcamano, filho da mãe. Acidente coisa nenhuma. Ele deve ter se matado, o covarde.” “Mas Vilson, por que tanta mágoa?” A pergunta morre sem resposta. O Vilson desliga o telefone, está de saída. Diz ter sido um prazer falar com ela. Não falta mais ninguém para avisar. Parece que só mesmo ela e a família irão ao velório. Dona Ernestina brinca com a manivela da caixa registradora, pensa no futuro. Sentirá falta da loja, mas felizmente não ficará desamparada, já tem idade para a aposentadoria. Faz planos com o dinheirinho do acerto. Vai pedir à filha do Seu Scliar que a demita para aumentar o montante. Só mais tarde ela saberá que o patrão nunca recolheu o fundo de garantia. Na rua passa um menino assoviando o hino do Galo – “vencer, vencer, vencer, esse é o nosso ideal”... ela sorri ao lembrar do Vilson, atleticano fanático. “Lutar, lutar, lutar, com toda a nossa raça pra vencer”... Recorda também o dia da crise hipertensiva do Seu Scliar. Ele socava as peças de tecido. Até jogou algumas no chão, apanhadas por ela e pelo Vilson para recolocar no lugar. Gritava para os funcionários: “Eu sou um fracassado! Não consegui nada na vida. Vou terminar a vida como meu avô. Uma lojinha de tecidos na Lagoinha e um funcionário preto-encardido vestindo uma camisa surrada do Atlético, entupindo meus ouvidos com o hino do time o dia inteiro.” O Vilson viu a ambulância chegar e levar o patrão para o João XXIII. Ficou calado o dia inteiro, cozinhando as palavras amargas. No final da tarde, depois de umas doses de soro, o Seu Scliar voltou, pálido como cera. Dona Ernestina recebeu o patrão, mas estava mesmo intrigada com o Vilson que não havia dado palavra durante o serviço. O Vilson trocou de roupa antes do horário do ponto. Juntou os trens dele, a garrafa térmica, a marmita, o vidrinho de pimenta malagueta, mais uma ou outra coisinha sua, arranjou tudo dentro da mochila. Puxou uma cadeira, sentou, não desviou os olhos do assustado Seu Scliar. Assobiou o hino do Atlético, inteirinho. Na hora do “galo forte, vingador”, pegou a carteira de trabalho no bolso da calça e deixou sobre o balcão. Foi embora.

25 de out de 2011

Poema de Priscila Preta

("Entre" por Priscila Preta). "Sua boca toca a pele de minhas costas, quase não tocando/ Meus pêlos respondem se levantando/ O beijo molhado quase seco tem respostas em movimento/ O Vento percorre do coro cabeludo a sola do meu pé/ Seu peito toca minhas costas/ Sinto seu peso/ Sua boca encontra minha orelha/ A minha boca solta um suspiro/ Respiramos juntos/ Não sei mais onde eu começo e você acaba/ Um cheiro nosso que exala/ O encontro de nossas pretas peles pétalas/ Estamos um em posse do outro/ Como uma locomotiva chegamos a 200 por hora/ Juntos apertamos o freio da satisfação/ Me dissolvo em você/ Você desmancha em mim/ Somos o encontro do rio e do mar/ A pororoca do Tesão."

Sarau na Suburbano Convicto!

23 de out de 2011

II Feira do Livro Indígena

(Deu no PublishNews). "Já está a todo vapor os preparativos para a II Feira do Livro Indígena de Mato Grosso (FLIMT), que ocorrerá de 23 e 26 de novembro no Palácio da Instrução, em Cuiabá. O evento já conta com mais de 30 convidados confirmados, entre autores e artistas indígenas e não-indígenas, de diferentes regiões do País, que tem a missão de divulgar a cultura indígena, por meio de suas produções. Com o tema Tecnologias da Memória, o evento contará com oficinas, palestras, saraus literários e comercialização de obras literárias. Ainda devem acontecer ações como a Premiação do Concurso da Logomarca do Centenário da Biblioteca Pública Estadual "Estevão de Mendonça" e um debate sobre o Decreto que institui o Plano Estadual do Livro e da Leitura de Mato Grosso, agregando ainda, os projetos Conversando sobre a Literatura e Cultura Indígena e o Encontro de Literatura Indígena de MT."

22 de out de 2011

Selo Povo lança livro roxo

(Deu no blogue do Ferréz). "Já está nas lojas da 1DASUL (galeria 24 de Maio, Centro, para quem não vai até a loja do Capão)o livro roxo da Selo Povo, escrito por Cidinha da Silva (MG). Já vai anotando na sua agenda, pois o autógrafo da autora você só consegue no grande lançamento dia 22 de Novembro na Suburbano Convicto, no Bixiga. Mais um livro, para ser traficado por mãos operárias." Grifo do blogue.

17 de out de 2011

É quarta-feira, 19/10! Lançamento de "O mar de Manu" em São Paulo!

Luiza Bairros, Ministra da Igualdade Racial, integra comitiva da presidenta Dilma em visita à África

(Da Agência Brasil). "O roteiro no continente africano inclui reuniões em África do Sul, Moçambique e Angola, além de participação na 5ª Cúpula do Fórum de Diálogo do Ibas (Índia, Brasil e África do Sul), países que despontam na comunidade internacional por avanços sociais e pelo crescimento econômico Agenda na África inclui participação na 5ª Cúpula do Fórum de Diálogo do Ibas Agenda na África inclui participação na 5ª Cúpula do Fórum de Diálogo do Ibas A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, embarcou ontem (16) para a África, integrando a comitiva liderada pela presidenta Dilma Rousseff. No continente africano, a missão brasileira terá reuniões bilaterais com presidentes de África do Sul, Moçambique e Angola. A agenda prevê também participação na 5ª Cúpula do Fórum de Diálogo do Ibas (Índia, Brasil e África do Sul), países que despontam na comunidade internacional por avanços sociais e pelo crescimento econômico. A comitiva desembarcou por volta das 11h na capital sul-africana, Pretória (7h pelo horário de Brasília), onde participa da 5ª Cúpula do Ibas. Os líderes dos três países querem a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Eles pretendem um assento permanente do conselho e são críticos das ações militares para encerrar impasses – posição oposta à dos Estados Unidos e da União Europeia. Nas reuniões entre os líderes, Dilma, o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, deverão conversar sobre a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, os impactos da crise econômica internacional e os desafios dos países em desenvolvimento, entre outros temas. Haverá ainda reuniões técnicas setoriais nas áreas de defesa, energia e ciência e tecnologia. A cúpula acontece a poucos dias da reunião do G20, prevista para o início de novembro, considerada determinante para a manutenção da estabilidade econômica em boa parte do planeta. Para Índia, Brasil e África do Sul, a prioridade deve ser a chamada cooperação Sul-Sul, com o objetivo de gerar contribuições efetivas no combate à desigualdade e à exclusão social. O Fundo Ibas para o Alívio da Fome e da Pobreza, criado em 2004, é o principal instrumento para a execução das metas. Além da ministra Luiza Bairros, nas visitas à África a presidenta estará acompanha pelos ministros Antonio Patriota (Relações Exteriores), e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). Mesma língua A passagem de Dilma Rousseff por Moçambique e Angola – que assim como o Brasil, foram colonizados por Portugal – pretende reforçar metas de desenvolvimento e parcerias econômicas, comerciais e sociais entre o trio. A presidenta passa de 18 a 20 em Maputo (Moçambique) e Luanda (Angola), retornando a Brasília no final da tarde de quinta-feira (20). Especialistas apontam Moçambique como o país com previsão de maior crescimento econômico entre os africanos nos próximos anos. Brasileiros e moçambicanos têm vários projetos comuns. O principal deles é o Complexo de Miatize, de exploração de minas de carvão, desenvolvido pela Vale, num investimento de US$ 6 bilhões, segundo informações da Agência Brasil. Em Moçambique, a cooperação brasileira mantém investimentos em saúde, educação, agricultura e formação profissional. O comércio entre os dois países aumentou de US$ 25 milhões, em 2010, para US$ 60 milhões, nos primeiros meses deste ano. Angola De 2002 a 2008, o comércio bilateral cresceu mais de 20 vezes, atingindo US$ 4,21 bilhões. Em 2010, chegou a US$ 1,441 bilhão. Os maiores investimentos brasileiros em Angola se concentram nas áreas de construção civil, energia e exploração mineral. Os angolanos são os principais beneficiários das linhas de crédito brasileiras do Fundo de Garantia de Exportações à Exportação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES). A presidenta encerra a visita a Luanda com uma homenagem ao monumento a Agostinho Neto (1975-1979), primeiro presidente de Angola. Por 27 anos (de 1975 a 2002), Angola viveu sob intensa guerra civil, que provocou mais de 500 mil mortos e que ainda hoje provoca inúmeros problemas, como as minas terrestres que mutilam e matam principalmente crianças."

CARTA ABERTA DA ARTICULAÇÃO DE ORGANIZAÇÕES DE MULHERES NEGRAS BRASILEIRAS PARA A SUA EXCELÊNCIA SRA. DILMA ROUSSEFF

Excelentíssima Senhora Presidenta Dilma Rousseff "A luta das mulheres negras brasileiras tem sido ininterrupta ao longo destes cinco séculos de existência de nosso país. Somos nós as maiores vítimas da profunda desigualdade racial que vigora na sociedade brasileira. É sobre nós que recai todo o peso da herança colonial, onde o sistema patriarcal apoia-se solidamente com a herança do sistema escravista. A interseccionalidade do racismo, sexismo, das desigualdades econÃ?micas e regionais produz em nossas vidas um quadro de destituição, injustiça e exclusão, aprofundados pela expansão mundial do neoliberalismo e suas formas de ataque à capacidade dos estados democráticos em nos oferecer as condições mínimas de bem estar. Todo e qualquer avanço ocorrido em nossas vidas deve-se a luta, sem tréguas que conquistamos. É neste cenário de busca do empoderamento de nós, mulheres negras, que surge a AMNB em 2001. Entendendo que todas as denúncias já haviam sido feitas, e que era momento de fazer com que o Brasil passasse a reparar a imensa dívida contraída com a população negra, especialmente com as mulheres negras, que a AMNB participa, de forma protagÃ?nica, da construção e da realização da III Conferência Mundial Contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Formas Correlatas de Intolerância em 2001, em Durban, na África do Sul. É importante destacar que o governo brasileiro é signatário do Relatório e do Plano de Ação produzidos, comprometendo-se, oficialmente com a sua execução. O Brasil, em 2006, no Chile, participa da Conferência que ratificou as decisões da Conferência de Durban. No dia 21 de setembro de 2011, em Nova Iorque, o governo brasileiro, representado pela Ministra Luiza Bairros, esteve presente na Comemoração dos 10 Anos da Conferência de Durban. Fruto da luta do povo negro no mundo, a escravidão foi considerada crime de lesa humanidade, e os países que se nutriram deste regime devem responsabilizar-se pela elaboração e pela implementação de políticas, que visem reparar os danos causados a milhões de pessoas pelo regime escravista. Embora um tanto aquém de nosso desejo, a criação da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) no ano de 2003, representou e representa um avanço no processo de construção de uma democracia substantiva, pois, significa a concretização de uma das importantes demandas do movimento negro e de mulheres negras junto ao Estado brasileiro, um dos (co) responsáveis pelos séculos de escravismo e manutenção de mecanismos de subalternização da população negra até hoje – inclusive através do racismo institucional . É a partir deste cenário que nós Mulheres Negras, dirigimo-nos a Vossa Excelência para manifestar nossa apreensão face às notícias de extinção e ou alteração de espaços governamentais importantes para as mulheres negras. A AMNB manifesta-se publicamente em defesa da manutenção da Secretaria de Políticas Para as Mulheres – SPM -, do Ministério dos Direitos Humanos – MDH - e da Secretaria Especial de Políticas Para Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR – a fim de que o Brasil possa cumprir todos os protocolos, todas as decisões, todos os acordos e todos os planos de ações das conferências que o país subscreveu, para efetivamente promover a equidade de gênero, de raça e respeitar os direitos humanos das mulheres negras brasileiras. A AMNB ressalta que somente com a existência de espaços governamentais específicos, com políticas públicas direcionadas aos setores, até aqui, excluídos, é que as mulheres, sobretudo, as mulheres negras terão acesso à cidadania. Certas do compromisso de seu governo com os direitos das mulheres de nosso país, manifestado por Vossa Excelência, em seu discurso de posse que emocionou de norte a sul do Brasil, as mulheres de diferentes idades, credos, orientações sexuais, identidade de gênero, raças e religiões ao dizer: (..) “Para assumi-la, tenho comigo a força e o exemplo da mulher brasileira. Abro meu coração para receber, neste momento, uma centelha de sua imensa energia”, e naquele momento todas as mulheres em pensamento, palavras e orações lhe mandaram a desejada energia. E como primeira mulher a discursar na abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU), mais uma vez, Vossa Excelência demonstrou o seu compromisso com as mulheres do Brasil e do mundo ao dizer (..) “ Vivo este momento histórico com orgulho de mulher. Tenho certeza que este será o século da mulher.". Assim, a AMNB, através de suas organizações filiadas, despede-se reforçando a manifestação e o desejo pela continuidade da SPM, SEPPIR e SDH e, solicitando a Vossa Excelência, um pronunciamento à nação, garantindo a todas brasileiras a permanência dessas Secretarias, garantindo assim, o compromisso com as Mulheres Negras Brasileiras." Atenciosamente, ACMUN - Associação Cultural de Mulheres Negras - RS Bamidelê – Organização de Mulheres Negras da Paraíba - PB CACES - RJ Casa da Mulher Catarina - SC Casa Laudelina de Campos Melo - SP CEDENPA – Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará – PA Coletivo de Mulheres Negras Esperança Garcia – PI CONAQ – Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas – MG Criola - RJ Grupo de Mulheres Felipa de Sousa - BA Geledés – Instituto da Mulher Negra – SP Grupo de Mulheres Negras Mãe Andressa - MA Grupo de Mulheres Negras Malunga – GO IROHIN - DF IMENA – Instituto de Mulheres Negras do Amapá – AP INEGRA – Instituto Negras do Ceará – CE Instituto AMMA Psique e Negritude - SP Instituto Kuanza - SP Kilombo - RN Maria Mulher – Organização de Mulheres Negras – RS Mulheres em União - MG NZINGA – Coletivo de Mulheres Negras de Belo Horizonte – MG Observatório Negro – PE Rede de Mulheres Negras do Paraná – PR Uiala Mukaji - Sociedade das Mulheres Negras de Pernambuco - PE

14 de out de 2011

OH, MARGEM! REINVENTA OS RIOS! Título novíssimo de Cidinha da Silva

Tardou, mas chegou! OH, MARGEM! REINVENTA OS RIOS!, marco do meu reencontro com a crônica saiu da gráfica ontem. Lindo, porém inusitado. Estivesse a edição sob meu comando e eu preferiria um amarelo-ouro ou canário, um laranja-abóbora para a capa. Entretanto, meu caríssimo editor, Ferréz e sua equipe, escolheram esse roxo sem adjetivos. Aos poucos vou me familiarizando. Por falar em equipe da editora Literatura Marginal, agradeço às pessoas extremamente qualificadas e atenciosas que transformaram meu original em livro. Aprendi muito no processo de preparação de texto, revisão e edição final. Afirmo, muito contente e grata, que a intervenção de cada um/a contribuiu para melhorar o meu texto. Oportunamente postarei uns trechos-aperitivos por aqui. Em breve entrará um release também. Estão previstos lançamentos para o Rio de Janeiro (04/11), Porto Alegre (17/11), São Paulo (22/11) e Belo Horizonte (30/11). Agende-se!

13 de out de 2011

Oficina de Cidinha da Silva em São Paulo

Ementa: Os conteúdos ministrados na oficina articularão três temas, a saber: 1 - Uma mirada crítica sobre a personagem tia Anastácia e as motivações político-racistas de seu criador, Monteiro Lobato, a partir de excertos de sua correspondência a amigos eugenistas, compilados por Ana Maria Gonçalves. 2 - Comentários breves sobre personagens negros na obra de Ziraldo e nos quadrinhos produzidos no Brasil. 3 - Um olhar crítico sobre as africanidades e o personagem negro na literatura infantil feita no país pelas editoras convencionais, pelas editoras negras e pelas editoras de literatura periférica.

11 de out de 2011

A nova versão da peça publicitária sobre os 150 anos da Caixa Econômica Federal com Machado de Assis negro

"A Caixa Econômica Federal informou nesta terça-feira (11) que começou a ser veiculada na segunda-feira (10) a nova versão da peça publicitária sobre os 150 anos da instituição. Desta vez, um ator negro interpreta o escritor Machado de Assis. O novo vídeo foi feito para corrigir a representação de Machado que, na propaganda original suspensa em setembro, foi interpretado por um ator branco. Além de receber críticas na internet, a peça foi alvo no dia 19 de setembro de uma queixa formal por parte da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir-PR), que disse em comunicado a "Caixa deve corrigir a produção deste vídeo, reconhecendo o equívoco e considerando o diálogo que vem mantendo com a sociedade ao longo da sua trajetória institucional". No dia 21 de setembro, quando a Caixa anunciou a decisão de suspender a veiculação da campanha publicitária na TV, o próprio presidente do banco, Jorge Hereda, pediu em comunicado desculpas à população e aos movimentos ligados às causas raciais. "O banco pede desculpas a toda a população e, em especial, aos movimentos ligados às causas raciais, por não ter caracterizado o escritor, que era afro-brasileiro, com a sua origem racial", disse o presidente da Caixa, Jorge Hereda, em nota divulgada pelo banco."

8 de out de 2011

04 de outubro de 2011: nasce a Kuanza Produções!

A dúvida nos corroía: que momento consideraríamos a data de nascimento da editora? Tantos projetos e produtos em andamento: o blogue e outras ferramentas de comunicação; a loja virtual; a montagem de jogos educativos; a escolha de títulos e autores/as; a edição de livros; a elaboração do cardápio de cursos de Educação à Distância. Poderíamos fazer um seminário de lançamento da editora, inicialmente em São Paulo, cidade-sede, e depois, em algumas cidades e aquele seria o marco. Muitas coisas pensamos, e concluímos que, a data de nascimento seria aquela em que a primeira realização concreta da editora ganhasse as ruas. Foi assim no dia 04 de outubro de 2011, “O mar de Manu”, saiu da gráfica. A Kuanza Produções é mais um dos frutos da nossa primeira colheita (livre tradução da expressão banto). Um projeto editorial dedicado à formação do leitor literário, com ênfase ao neoleitor, e à ampliação do campo das africanidades no cenário brasileiro. Uma proposta levada a termo por protagonistas negros, mulheres em especial.

7 de out de 2011

Presidenta da Libéria, Ellen Sjohnson-Sirleaf, ganha o Nobel da Paz 2011

(Deu no UOL). "Três mulheres foram anunciadas pelo Comitê Nobel da Notuega nesta sexta-feira (7) como ganhadoras do Prêmio Nobel da Paz: a presidente da Libéria, Ellen Sjohnson-Sirleaf, a militante pela paz também liberiana Leymah Gbowee e a ativista iemenita da Primavera ÁrabeTawakkul Karman. As três foram "recompensadas por sua luta pacífica pela segurança das mulheres e de seus direitos de participar nos processos de paz", declarou, em Oslo, o presidente do comitê Nobel norueguês, Thorbjoern Jagland. Johnson-Sirleaf era a mais provável ganhadora do prêmio por ser a primeira mulher africana eleita presidente democraticamente, por ter colocado um fim ao conflito armado na Libéria e contribuído à queda do presidente anterior, Charles Taylor, julgado por crimes contra a humanidade por um tribunal internacional. Nascida na Monróvia em 1938, Johnson-Sirleaf chegou ao poder nas eleições de novembro de 2005, ao vencer seu principal oponente, o ex-jogador de futebol George Weah."

5 de out de 2011

Cidinha da Silva em Porto Alegre

Dia 07/10/11, às 18:00, estarei na sede da ONG Maria Mulher, em Porto Alegre, para lançar o Kuami e autografar o Pentes. Endereço: Travessa Francisco Leonardo Truda, 40, Centro. Informações é: (51) 32868482.

3 de out de 2011

Rumo a Porto Alegre

Dia 04/10/11, às 19:00, estarei na Palavraria, em Porto Alegre, para lançar o Kuami e autografar o Pentes. O endereço é rua Vasco da Gama, 165, Bonfim. O telefone para informações é: (51) 32684260.

2 de out de 2011

Livro de 'Tintim' vai a julgamento por racismo

(Deu no Áfricas). "Um congolês pediu a um tribunal belga nesta sexta-feira para retirar o livro "Tintim no Congo" do mercado, alegando que a história está recheada de estereótipos racistas envolvendo os africanos. "É uma história em quadrinhos racista, que celebra o colonialismo e a supremacia da raça branca sobre a negra", criticou Bienvenu Mondondo na abertura do julgamento, que acontece em Bruxelas. "Vamos continuar tolerando esse tipo de livro hoje em dia?", questionou Mondondo, cujo processo contra a editora de "Tintim" é apoiado por um grupo antirracismo francês. Um dos advogados de Mondono, Ahmed L'Hedim, argumentou que o livro, escrito pelo celebrado cartunista belga Hergé em 1931, viola as leis antirracismo belgas. "Imagine uma menina negra de 7 anos descobrindo Tintim no Congo com os colegas de escola", sugeriu o advogado, criticando a descrição feita pelo livro de um homem negro, como sendo "devagar, submisso e estúpido", além de "incapaz de falar francês corretamente". Os advogados argumentam que as aventuras do intrépido repórter no Congo Belga, atual República Democrática do Congo, deveriam ao menos exibir um aviso ou uma explicação sobre seu contexto histórico. A editora Casterman e a empresa que detém os direitos comerciais do personagem, Moulinsart, alegam que a queixa ameaça a liberdade de expressão. "Se censurarmos Tintim no Congo, toda a literatura mundial via acabar nos tribunais, de Simenon até a Bíblia", disse um de seus representantes, Alain Berenboom. Hergé, cujo nome verdadeiro era Georges Remi (1907-1983), explicou que o livro é um mero reflexo da visão ingênua daquela época. Alguns trechos foram revisados em edições posteriores."