Bate-papo na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, dia 14 de maio de 2017

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26 de ago de 2012

Hoje, O mar de Manu, às 14:00, no Hadithi Njoo



Contação imperdível de MarEu Souza!

Oliveira Silveira é o homenageado do Sopapo Poético, em Porto Alegre





Sopapo Poético: Ponto Negro da Poesia do mês de agosto será em homenagem ao poeta, historiador e professor Oliveira Silveira. A próxima edição do sarau acontecerá no dia 28 de agosto, às 19h, na Associação das Entidades Carnavalescas (Av. Ipiranga, número 311- Porto Alegre) com entrada franca.
Formado em letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Oliveira Silveira nasceu em Rosário do Sul. Autor de diversos livros, também foi integrante do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial. Na década de 1970, entre o fogo cruzado da ditadura militar surge o Grupo Palmares composto por gaúchos negros/negras que se reuniam com a proposta de estimular o Brasil a discutir sua identidade negra e a influência nefasta do racismo no país. Para tanto, desenvolveram relevantes pesquisas, Oliveira dedica especial atenção à Palmares por sua importância na história do negro no Brasil, chega à confirmação da data de morte de Zumbi – 20 de novembro – e a sugestão desta, ao Grupo Palmares, em contraponto ao treze de maio. No ano de 1971 o 20 de Novembro foi apresentado ao mundo: “A evocação do dia Vinte de Novembro como data negra foi lançada nacionalmente em 1971 pelo Grupo Palmares, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul”. Em 1978, o Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial – MNUCDR, dá ao 20 de novembro a denominação de “Dia Nacional da Consciência Negra”.  Oliveira Silveira, morreu no dia 1º de janeiro de 2009, vítima de um câncer, aos 67 anos.
Sopapo Poético: Ponto Negro da Poesia em homenagem a Oliveira receberá também o Recital Poético Musical “Batuque tuque tuque”, baseado na obra poética do Oliveira Silveira, o público presente terá uma mostra panorâmica da constante releitura de fatos históricos como elemento de constituição identitária, que marca a produção literária deste pesquisador. O Recital “Batuque, Tuque, Tuque” é composto por poemas de Oliveira Silveira, e as músicas que integram o Recital são poemas do poeta musicados por Pâmela Amaro e Miguel Arcanjo e “África” de Landê Onawalê. O roteiro é da atriz Vera Lopes. O elenco deste Recital é composto pela atriz Vera Lopes que tem mais de 30 anos de carreira, pelo ator Sirmar Antunes com mais de 35 anos de experiência na vida artística, pela atriz, cantora e compositora Pâmela Amaro e pelo músico e educador social John Silva.
Venha participar e dialogar com todas essas influências no próximo Sopapo Poético: Ponto Negro da Poesia e não se esqueça de trazer a sua poesia no bolso.

Fotos de Divulgação - Wagner Carvalho e Irene Santos
SERVIÇO
O Quê: Sopapo Poético: Ponto Negro da Poesia
Quando: 28 de agosto de 2012 (terça-feira)
Onde: Associação das Entidades Carnavalescas (Av. Ipiranga, número 311- Porto alegre)
Horário: 19h
Entrada Franca
Contato dos Organizadores:
Pâmela Amaro – (51) 9365-3315
Vera Lopes – (51) 9155-9118

24 de ago de 2012

Começa hoje o Hadithi Njoo - Festival Internacional de AfroContação de Histórias: Malas Portam

Hadithi Njoo - Festival Internacional de AfroContação de Histórias: Malas Portam:   Espetáculo de narração de histórias: Passando Histórias da África Sinopse Após uma longa viagem pelo continente africano, ...

Capítulos iniciais do Kuami, de Cidinha da Silva




                                                    I

Janaína, a sereia da história, não nasceu das águas do sempre, como todas as outras. É filha do amor entre Hércules Baiacu e Naomi dos Palmares. Ela vive no Sereal, reino das sereias, próximo à pororoca, onde se misturam olhos apascentados pelo rio e outros famintos de mar. Plantas de água doce e algas de água marinha, seixos opacos trazidos pela maré e o ouro da Mãe d’Água, vindo na corrente do rio.
Hércules Baiacu, pai de Janaína, é um peixe robusto, de coração mole e garganta de cantor, além de ser desertor das águas do mar. É solista convidado do coral dos Cardinais Invertidos. Quando jovem, ficou conhecido como D. Juan dos igapós. Encantou moças várias para o fundo das águas, mas só Naomi vingou. Hércules se travestia de boto para seduzi-las, contam à boca miúda, e quando as moças se descobriam enganadas por um baiacu do mar, morador do rio, desfaziam as juras de amor eterno e retornavam à superfície. Ele, como legítimo imitador dos primos pacus, inchava de raiva.
Com Naomi fora diferente. Alertada pelas amigas sobre um certo baiacu galanteador, interessara-se por conhecê-lo. Pelo menos era criativo, além de cantor. Enquanto ele a cortejava, refletido na vitória régia como boto azulado, Naomi crivou-o de perguntas sobre a natureza dos baiacus, os gostos dos baiacus, as tradições familiares deles, épocas de piracema etc.
Hércules fitou aqueles olhos verdes estatelados num rosto negro e perguntou-se o porquê de tanto interesse pelos baiacus. Ouvindo seus pensamentos, Naomi respondeu: “estou me apaixonando por um”. Hércules inchou de novo, dessa vez, por contentamento e, encorajado, mostrou-se em sua inteireza baiacúnica.
Naomi cintilou a chama do amor novo, seguiu os olhos de Hércules como faróis e naquela noite mesma mergulhou no fundo do rio, para amá-lo. Foram viver no Sereal, onde a areia era fina e branca, pontilhada por estrelas de múltiplas pontas. À passagem dos noivos, pérolas coloridas fugiam da boca das ostras enquanto o coral de Cardinais Invertidos solfejava notas musicais no glub-glub característico dos peixes.
                                             
                                                 II

A vizinhança do casal era seleta: ao Norte, localizava-se o reino dos cavalos-marinhos; ao Sul, o próprio reino da Mãe d’Água, rodeado de cristais submarinos e imensas rochas douradas; a Oeste, um reino de tucunarés brincalhões que enfeitavam o mundo das águas com crustáceos brilhantes; e a Leste, a  pororoca, onde o rio se perdia no mar.

O coral dos Cardinais arrebatou Naomi à primeira audição. Ela, quando jovem, fora back in vocal de um sambista famoso, o Paulinho da Viola Mágica. De tanto ouvi-lo cantar o mar, nascera em seu coração o gosto e a curiosidade pelas águas.

Naomi era cercada de música por todos os lados; a avó fora cantora de rádio, contemporânea da voz possante de um Buda Nagô que versejava: “quando a maré baixar, vou ver Janainaê, vou ver Janaína, vou ver Janaína.”  Era feliz no Sereal e tinha desenvolvido um jeito próprio de lidar com a saudade. Nos dias em que ela atrasava as batidas do peito, enchia-o de ar e dava braçadas fortes até o igapó mais próximo. Debaixo d’água, apurava os ouvidos para escutar o rádio de pilhas de algum pescador dorminhoco. Às vezes tinha sorte de ouvir uma canção do Paulinho, como a daquele dia: hoje eu vim minha nega, como venho quando posso... Nessas horas, o coração de Naomi pulsava como uma caravana no deserto, devagarzinho, no ritmo da lembrança doída.

O som da música do Paulinho acompanhava seu caminho de volta ao Sereal, enquanto as lágrimas se perdiam na água. Mas, algo além da sonoridade a seguia. Quando ela se volta para trás em busca da origem do som, encontra, entre a surpresa e a felicidade, o brilho do canto de Hércules: as coisas estão no mundo, só que eu  preciso aprender. E assim viviam, construindo a felicidade cotidiana.

Numa manhã de primavera, Naomi agita as águas mornas da vida e anuncia a gravidez. Hércules cantarola estrelas de contentamento, reúne os Cardinais Invertidos e faz sete noites de serenata para saudar a vida gestada por sua amada.
Em tempo nasceu a sereiazinha mais graciosa do Sereal. Foram vinte e um dias de festa e uma procissão de visitantes dos reinos vizinhos trazendo mil presentes. A própria Mãe d’Água mandou um Acará mensageiro convocar a menina ao palácio.
Para escoltar a família Palmares-Baiacu, a Senhora das Águas enviou uma comitiva de peixes-espada. Num balé de guerreiros, eles cruzavam as lâminas regidas por Ogum Marinho, saudando os navegantes no caminho das águas de seixos dourados.

Ao receber Janaína das mãos de Naomi, a Mãe d’Água carregou-a num abraço forte e cheio de mimos. Olhou os olhos vivos da pequena sereia e sem desviar os seus, sentenciou: “essa menina vai voar por terras distantes.” “Mares, talvez”, contemporizou o pai Baiacu. “Não, meu filho, terras”, insistiu a Mãe d’Água. Os pais se entreolharam. Naomi, embora  surpresa, manteve-se serena. Hércules, no entanto, ameaçou inchar de preocupação. A Mãe d’Água, alheia ao sentimento dos pais, andava pelas salas espaçosas do palácio, em conversa secreta com Janaína. E ria, contava histórias, suspendia a menina acima da própria cabeça.

Clementina de Jesus - uma breve trajetória fotobiográfica, em São Paulo

Clementina de Jesus - uma breve trajetória fotobiográfica: em cartaz até 2/9 na Galeria Olido (av. São João, Centro), entrada franca. Integrando a programação do Desde que o Samba é Sampa.

23 de ago de 2012

Profissão de fé!



                                                                                                          Por Cidinha da Silva

Lá estava eu, assentada ao lado de uma mesa com meus livros em exposição, curtindo a música e a dança que tinham mais lugar naquele sarau literário do que a literatura, e a moça, como tantas outras moças, passa seguidas vezes  pela mesa e não se detém nos livros.

Nessa altura, eu já havia feito a apresentação brevíssima do meu trabalho, os organizadores  haviam apontado para mim, inúmeras vezes, mostrando onde estava a autora com os livros, que o volume lançado naquela oportunidade custava 10 reais, apenas 10 reais, etc, etc. A moça então parou ao lado da mesa de livros e com os braços cruzados sobre o peito me disse:
_ Psiiiiuuuu, a Cidinha demora? Eu, com meu riso de lado que os amigos dizem me caracterizar, respondi (acho que eu esperava por aquilo):
_ Não, ela já chegou.
_ E cadê ela?
_ Sou eu mesma (sorri esperando o próximo capítulo)!
_ Ah... ta! Desculpe, é que eu nunca te vi. Não foi você também que escreveu os “ Dez contos?”
_ Não, não escrevi livro algum com esse título. Escrevi  esses que estão sobre a mesa.
_ Tem certeza? Eu jurava que era você!
_ Tenho certeza, sim!

Dirimida a dúvida, a moça foi embora, meio agradecida, meio constrangida. Uma pena! Tivesse comprado um exemplar do Margem e seriam três, vendidos naquela noite.

22 de ago de 2012

Processo do mensalão vai marcar quebra de modelo de corrupção, diz Joaquim Barbosa


Le MondeNicolas Bourcier
  • Antonio Araujo/UOL
    Ministro Joaquim Barbosa durante sessão do julgamento do mensalão
    Ministro Joaquim Barbosa durante sessão do julgamento do mensalão
Juiz do Supremo Tribunal Federal desde 2003, Joaquim Barbosa foi designado em agosto de 2005 como o relator do processo do caso do “mensalão”. Reconhecido por sua independência, esse especialista em direito público, titular de um doutorado na Universidade de Assas em Paris, também é o primeiro negro a atuar na instituição. Aos 58 anos de idade, ele se tornará em novembro o presidente dessa que é a mais alta jurisdição do país.
Le Monde: Em quê esse julgamento é “histórico”?
Joaquim Barbosa: As acusações dizem respeito ao maior escândalo de corrupção e de desvio de verbas públicas jamais revelado no Brasil. É a primeira vez que tantas personalidades tão poderosas são chamadas para depor. Imagine: há ex-líderes políticos, empresários, até o ex-presidente de um banco. No Brasil, existe essa tradição arraigada de longa data segundo a qual um rico não comparece perante um juiz. Nesse sentido, esse processo provocará uma conscientização. Ele marcará a ruptura de um modelo de corrupção neste país. É por isso que precisamos ter o julgamento mais claro e mais justo possível. Acrescento que o Supremo Tribunal não tem o hábito de fazer esse tipo de julgamento. É só o terceiro em toda sua história. Ademais, os meios políticos pensavam que o dossiê ia morrer de velhice na gaveta de um juiz...

O julgamento do mensalão no STF

Foto 1 de 200 - 20.ago.2012 - O revisor do processo do mensalão, ministro Ricardo Lewandowski, é visto durante sessão do 12º dia de julgamento do mensalão, nesta segunda-feira (20). Em seu voto, o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, decidiu pela condenação de Henrique Pizzolato e pela absolvição de Luiz Gushiken Roberto Jayme/UOL
Le Monde: Na condição de juiz relator desde o início do caso em 2005, quais dificuldades o senhor teve para montar o dossiê de acusação?
Barbosa: Isso não foi tão difícil de um ponto de vista jurídico. Até essa data, os políticos estavam totalmente convencidos de sua impunidade. Nenhum caso dava em nada. Usei a quebra do sigilo bancário efetuada pela comissão parlamentar de inquérito (CPI) da época e pelo ex-presidente do Tribunal, Nelson Jobim.
Le Monde: Por que levou todo esse tempo?
Barbosa: A Justiça no Brasil é lenta. Após a ata de acusação ser entregue em abril de 2006, o procedimento manda que o caso seja reexaminado integralmente a fim de evitar as possíveis falhas antes de ser aceito pelo Supremo Tribunal. Cabe ao juiz relator obter depois o parecer de todas as testemunhas e acusados. Só que, nesse caso, a defesa apresentou 660 testemunhas! Então organizei e preparei um cronograma preciso das audiências que enviei aos juízes federais de 22 Estados, dando-lhes dois meses para ouvir em média trinta testemunhas. Assim, precisei de um ano e oito meses para constituir o dossiê. Disponibilizei tudo online, de maneira protegida, para que todos os participantes pudessem ter acesso aos dados em tempo real. Após um ano de conversas com a defesa, tomei a decisão de anunciar o fim da instrução em junho de 2011.
Le Monde: A sombra do ex-presidente Lula paira sobre o processo. Por que ele não foi chamado para depor, ainda que como simples testemunha?
Barbosa: Porque não há nada contra ele, seu dossiê está vazio. Além disso, não cabe a nós dizer quem a promotoria deve colocar na lista de réus. Em direito penal no Brasil, a responsabilidade é pessoal, não política. E não somos um tribunal político. Por três vezes, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB, centro) manifestou sua vontade de chamá-lo a depor. Votamos contra todas as vezes.
Le Monde: Em caso de condenação por lavagem de dinheiro ou corrupção, as penas podem chegar até dez ou doze anos de prisão. Veremos os culpados atrás das grades?
Barbosa: No Brasil, mesmo com uma condenação a três ou quatro anos de prisão, um acusado cumpre uma pena alternativa, como a de serviços comunitários. A lei foi feita assim. O impacto desse caso vem do próprio fato de que um julgamento possa acontecer.
Le Monde: Por que, para combater a corrupção, nenhum grande partido propõe uma reforma eleitoral ou uma modificação das regras de financiamento dos partidos reforçando a supervisão das doações das empresas?
Barbosa: É um dos pontos sobre os quais espero poder conversar com a presidente Dilma Rousseff, quando for presidente do Supremo Tribunal. Ela precisa de ajuda para assumir uma grande liderança a fim de operar uma mudança verdadeira.

21 de ago de 2012

Hadithi Njoo - Festival Internacional de AfroContação de Histórias: I Hadithi Njoo chegando...

Hadithi Njoo - Festival Internacional de AfroContação de Histórias: I Hadithi Njoo chegando...:   E já estamos a poucos dias do início de nosso idealizado Festival de AfroContação de Histórias . Muito gente fazendo contato e interessada...


Local:
Ilú Oba De Min Educação Cultura e Arte
Ponto de Cultura Ilú Ònà Caminhos do Tambor
Alameda Eduardo Prado, 342
Campos Elísios, São Paulo, SP
telefone: 11 3222 5566

20 de ago de 2012

Livros de Cidinha da Silva sugeridos na Raça, edição de agosto


Raça Brasil | Os Griots à brasileira - A tradição da oralidade não é exclusividade africana. Mas em nosso Continente Mãe, ela adquiriu, séculos após séculos, status de ritual e educação. Compilar histórias contadas é a especialidade de alguns escritores que querem descortinar a África para as crianças e os jovens do Brasil


Pichação anti-cotas, ou não...

Pichação em muro próximo a uma universidade pública em Porto Alegre. Interpretação 1: pérola da turma do leite ninho e danoninho, expressando o que realmente pensa sobre o lugar dos negros na estrutura universitária. Interpretação 2: ironia da nossa moçada para chamar a atenção sobre o que pensa a turma do leite ninho e do danoninho. A luta vai recrudescer, não tenho dúvidas. Que tenhamos sabedoria para usar as armas corretas. E que os ditos aliados (também criados com danoninho e leite ninho) saiam da comodidade dos tambores do maracatu, capoeira, cirandas, dentre outras manifestações artístico-culturais nossas, e peguem em armas para defender os supostos irmãos e parceiros negros. Quando o bicho pegar, vamos ver quem é irmão de quem!

19 de ago de 2012

Festival de Teatro do Subúrbio - Ano IV abre inscrições para seleção de espetáculos de teatro e textos para leitura dramática

Estão abertas, de 05 a 25 de agosto de 2012, as inscrições para o Festival de Teatro do Subúrbio – Ano IV. Neste ano, serão selecionados espetáculos de todo território nacional, incluindo rua e palco, infantil e adulto, além de textos de teatro inéditos para realização de leitura dramática, que farão parte da grade de programação do FTS que acontecerá de 05 a 14 de Outubro deste ano no Centro Cultural Plataforma, Praça São Brás e Espaço Cultural Alagados conforme Regulamento disponível no site do Festival.

PROCEDIMENTOS DE INSCRIÇÃO:
Preencher a ficha de inscrição presente no site:
www.coletivodeprodutores.com.br/fts4.
Obs: Para a categoria Leitura Dramática, não é necessário preencher a parte técnica da ficha.

ESPETÁCULOS
Após o preenchimento da ficha de inscrição no site é obrigatório o envio do DVD com a integra do espetáculo pelos Correios (com AR) e com data máxima de postagem até o dia 25 de agosto de 2012, para o seguinte endereço:

Centro Cultural Plataforma
Praça São Braz, s/n | Plataforma
Salvador - Bahia - Brasil / CEP: 40.080-110
Obs: Colocar na frente do envelope: FTS4 / Coletivo de Produtores

Também poderá ser entregue pessoalmente no endereço acima APENAS no dia 15 de agosto de 2012 no horário das 14 às 18h.

TEXTOS
Após o preenchimento é obrigatório o envio do texto em PDF para o e-mail: coletivodeprodutores@gmail.com

FTS4
O Festival de Teatro do Subúrbio é um evento realizado desde 2009. Em sua quarta edição, o FTS se afirma como um dos principais eventos que tem como foco a arte produzida nas periferias dos país. Com a ideia de fazer intercâmbio entre grupos que utilizam o seu contexto social e levam ao palco suas experiências, com grupos renomados e que trilhas os a arte de forma profissional, o FTS é singular por potencializar talentos existentes nas comunidades menos assistidas que são postas fora do circuito artístico. Desta maneira, esta ação faz contraponto ao paradigma sobre as produções artísticas das periferias, comprovando que existem trabalhos com qualidade artística.

Quem realiza o FTS é o Coletivo de Produtores Culturais do Subúrbio, grupo que tem como objetivo desenvolver projetos de comunicação e produção para grupos e instituições culturais da periferia.


SERVIÇO:
O quê: Seleção de espetáculos para o Festival de Teatro do Subúrbio – Ano IV
Quando: 05 a 25/08
Onde: site: www.coletivodeprodutores.com.br/fts4
+ Info: 8261 0505 / 8708 9762 – Marcio Bacelar | Coordenador de Comunicação

18 de ago de 2012

Método de Barbosa incomoda réus porque dá lógica ao mensalão e realça tese da quadrilha



Por Josias de Souza

"A confirmação de que o julgamento do mensalão seguirá o modelo preconizado pelo ministro Joaquim Barbosa deixou em polvorosa os advogados dos réus. Não é difícil entender as razões. Submetido à fórmula do relator, o processo ganha lógica, realça a tese de formação de quadrilha e tonifica a hipótese de condenações em série.

Com pequenos ajustes, Barbosa refaz agora o desenho que esboçara em agosto de 2007, quando o Supremo converteu a denúncia do menalão em ação penal. Naquela ocasião, o relator subverteu a ordem da peça acusatória da Procuradoria Geral da República. Abriu o seu voto pelo capítulo 5.

Por quê? Era nesse trecho que a denúncia do então procurador-geral Antonio Fernando de Souza tratava da fonte do dinheiro que abastecera o caixa clandestino do PT. Na sequência, Barbosa recuou para o capítulo 3, no qual esmiuçavam-se os casos de desvio de verbas públicas.

Engenhoso, o ministro deixou por último os capítulos mais controversos. Acomodou no final da fila o pedaço da denúncia que tratava do chamado “núcleo político” da brigada do mensalão, aquele em que José Dirceu e a cúpula do ex-PT foram acusados de formação de quadrilha.

Do modo como fatiou a denúncia, Barbosa favoreceu a compreensão do escândalo. A apresentação do capítulo anterior como que iluminava os meandros do capítulo subsequente. O relator obteve um êxito fulgurante. Seu voto tinha 430 páginas. Em ponteiros corridos, o julgamento consumiu 36 horas. Em dias, foram cinco. Cada ministro votou 112 vezes. A posição de Barbosa prevaleceu em todas as votações –em 96 delas por unanimidade.

Concluída a análise da denúncia, foram ao banco dos réus todos os 40 acusados. Três saltaram para fora dos autos –um por morte, outro por acordo e um terceiro, na semana passada, pelo reconhecimento de um erro processual do STF. Sobraram 37. Agora, o voto de Barbosa ocupa cerca de 1.200 folhas. Iniciado em 2 de agosto, o julgamento deve invadir o mês de setembro.

Ao inaugurar a leitura do novo voto, na quinta-feira (16), Barbosa promoveu um ajuste sibilino. Dessa vez, escolheu para a abertura o capítulo 3, aquele que trata do desvio de verbas públicas. Na fila de 2007, era o segundo item. Na sequência, virá o trecho que cuida da fonte de recursos do mensalão, que era o primeiro na votação anterior. Inclui os contratos do fundo Visanet, que o Banco do Brasil confiou às agências de Marcos Valério.

A inversão não altera a lógica do voto relator. Novamente, Barbosa dá prioridade às verbas. Esmiuçada a origem, virá a seguir a lavagem de dinheiro atribuída a Marcos Valério e seus ex-sócios e aos ex-dirigentes do Banco Rural. Depois, a imputação de gestão fraudulenta de instituições financeiras, trecho em que estão incluídos os supostos empréstimos contraídos pelo PT no Rural e no BMG.

Em seguida, serão julgados os crimes de corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro de que são acusados os políticos dos quatro partidos que receberam dinheiro do esquema. No item seguinte, a lavagem de dinheiro que a Procuradoria acomoda sobre os ombros de parlamentares do PT e de um ex-ministro de Lula: Anderson Adauto (Transportes).

No penúltimo naco do voto de Barbosa aparecem Duda Mendonça e a sócia dele, Zilmar Fernandes, que respondem por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Só então sobrevirá o grand finale: o julgamento dos três petistas acusados pela Procuradoria de formar a quadrilha: José Dirceu, descrito como “chefe da organização criminosa”, e seus dois “comparsas”: José Genoino e Delúbio Soares.

No encadeamento de Barbosa, a plateia vai recompondo aos pouquinhos o papel de cada personagem na cena do escândalo. De um modo que, ao final, torna-se difícil digerir o lero-lero segundo o qual o mensalão é uma farsa e a quadrilha é uma lenda. Difícil também engolir a versão de que a mula não teve cabeça.

“Os encontros entre Dirceu e a cúpula do Banco Rural reforçam a tese de que o denunciado tudo sabia”, disse o Joaquim Barbosa de 2007. É improvável que o relator de 2012 tenha mudado de opinião. Sobre o esquema como um todo, o relator expressou-se assim há cinco anos:

“Os fatos são claríssimos. Membros de uma gremiação [PT] resolvem distribuir recursos a membros de outras agremiações. Tratativas acontecem e esses recursos são firmados sem registro. Se isso não caracteriza formação de quadrilha, teremos muita dificuldade daqui para a frente.”

O linguajar do relator destoa do juridiquês usualmente empregado no Supremo. Barbosa é minucioso na descrição e direto na qualificação dos crimes. A votação fatiada assusta os réus porque os outros ministros terão de se pronunciar sobre cada capítulo sob a atmosfera aziaga propiciada pelo estilo do relator.

Na sessão de quinta-feira, quando Barbosa pegou em lanças pela manutenção do modelo fatiado, José Carlos Dias, advogado de Kátia Rabello, a ex-presidente do Banco Rural, foi à tribuna para transmitir a “perplexidade” dos defensores dos réus com “o risco de ver rompido o caráter unitário desse julgamento.”

Revisor do processo, o ministro Ricardo Lewandowski, recorreu ao regimento interno do Supremo para expressar a mesma preocupação. Citou o artigo 135: “Concluído o debate oral, o presidente tomará os votos do relator, do revisor e dos outros ministros, na ordem de antiguidade…”

Lewandowski arrematou: “Nao há no regimento nenhuma menção a fatiamento.” No afã de se contrapor ao relator, o revisor não se deu conta de que incorreu numa bobagem. O fatiamento não avilta a ordem. Apenas altera a forma. O pronunciamento dos ministros se dará exatamente como prescreve o regimento: primeiro o relator, depois o revisor, os outros na sequência –dos mais novos para os mais antigos.

A única diferença é que, em homenagem ao bom senso, em vez de ocupar o microfone uma única vez, cada ministro votará várias vezes. Percebendo-se em minoria, Lewandowski teve de refluir. Na sessão de segunda-feira, será convidado a dizer o que pensa sobre o primeiro capítulo desfiado por Barbosa.

Nesse trecho, Barbosa condenou quatro réus. Entre eles o deputado petista João Paulo Cunha (corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato) e Marcos Valério (corrupção ativa e peculato). O revisor pode ter recolhido dos autos conclusões diversas. Melhor e mais prático que as exponha logo –na lata, como se diz.

Falta agora definir o momento em que os réus eventualmente condenados conhecerão o tamanho das respectivas penas. Se Barbosa for seguido também nesse tópico, os castigos serão fixados apenas no final do julgamento."

10 de ago de 2012

7 de ago de 2012

36 anos de nascimento das Frenéticas!

Há 36 anos as Frenéticas estreavam. Para quem, como eu, é fã delas, Sandra Pêra escreveu As tais Frenéticas - eu tenho uma louca dentro de mim! Saiu pela Ediouro.


6 de ago de 2012

Serena Williams arrasa Sharapova e conquista o ouro no simples em Londres


A americana foi bicampeã (Sydney 2000 e Pequim 2008) nas duplas jogando ao lado da irmã Venus

REDAÇÃO ÉPOCA COM AGÊNCIA EFE

A americana Serena Williams comemora depois de vencer a russa Maria Sharapova. (Foto: Victor R. Caivano/AP)
A americana Serena Williams passou como um trator por cima da russa Maria Sharapova neste sábado (4) na final do torneio de tênis dos Jogos de Londres e conquistou a medalha de ouro na chave de simples, depois de ter sido bicampeã (Sydney 2000 e Pequim 2008) nas duplas jogando ao lado da irmã Venus.

Na quadra central do All England Club, Serena, que caiu nas quartas de final há quatro anos, precisou de apenas 1h03min para vencer Sharapova com direito a pneu. As parciais foram de 6-0 e 6-1. Como fez ao longo do trajeto percorrido em Londres, onde não perdeu um set sequer, a americana mostrou autoridade dentro de quadra e não deu a mínima chance para a adversária.

A musa russa foi apenas mais uma ex-número 1 do mundo vítima do bom momento vivido pela atual quarta colocada do ranking da WTA. Antes, Serena passou por Caroline Wozniacki nas quartas de final e Jelena Jankovic na estreia, além de ter vencido nas semifinais a atual líder da lista, a bielorrussa Victoria Azarenka, que acabou ficando com o bronze.

Com a vitória de hoje, a tenista dos EUA se tornou a segunda na história a conseguir o Career Golden Slam, ou seja, ser campeã dos quatro Grand Slams do circuito profissional e ainda ser medalha de ouro em uma Olimpíada. Antes, a alemã Steffi Graf já havia realizado a proeza e ainda foi além, vencendo as cinco competições no mesmo ano, em 1988.

Usain Bolt, o homem mais rápido do mundo!


As irmãs Williams, tricampeãs olímpicas!


5 de ago de 2012

Dissertação sobre vida e obra de Oswaldo de Camargo!

Título: "O Carro do Êxito" de Oswaldo de Camargo : a literatura de um negro em transição

Autor: Vinebaldo Aleixo de Souza Filho

Resumo: A dissertação tem como objetivo analisar a relação entre a vida e a obra de Oswaldo de Camargo, jornalista, músico, poeta, ficcionista e estudioso de literatura negra brasileira. Interessa-nos interpretar o modo como esse autor se inseriu em diferentes organizações negras, entre os anos de 1950 e 1980. Além disso, estudamos seu livro de contos O Carro do Êxito (1972). Essa obra de ficção é central para o desenvolvimento de projetos literários negros de grande importância, na segunda metade do século XX. Para compor nosso quadro analítico, nos referenciamos em autores como Pierre Bourdieu, Nobert Elias, Antonio Candido e Eric Auerbach, entre outros.

Consultar: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH - UNICAMP




4 de ago de 2012

Alabê de Jerusalém volta no Rio de Janeiro

Vou me informar se Alabê de Jerusalém vem para São Paulo, caso não venha, precisarei ir ao Rio para assistir. O livro Ogundana: o alabê de Jerusalém, do mesmo autor da ópera, Altay Veloso, é das coisa mais fascinantes que já li.




(Texto de divulgação) "Música para os olhos da alma... na voz do griot, o contador de histórias!

Um alabê nas nações Iorubás, é o responsável pelo zelo aos instrumentos musicais da tribo. Ogundana foi criado para tornar-se um alabê. Por isso, ele é o alabê, de Jerusalém.

Em tempos de globalização da consciência, o Alabe de Jerusalem se afirma como um espetáculo-celebração da tolerância e do amor.
Sendo uma obra absolutamente original e fundamentalmente brasileira, reconhece, incorpora e assume a pluralidade de nosso pais, contribuindo para ampliar o conceito de cultura popular, favorecer a inserção de excluídos e assumir compromisso com a realidade social."

Estréia 07 de agosto as 21hs no Teatro Clara Nunes - terças e quartas - Rio de Janeiro