Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

Bate-papo no PAF 3 da UFBA (Ondina, Salvador) - 13 de julho de 2017

Postagens populares

Visualizações de páginas da semana passada

Google+ Badge

Translate

28 de jul de 2013

OgumsToques de Cidinha da Silva



‪#‎OgumsToques‬ : No dia primeiro de agosto de 2013 receberemos a prosadora Cidinha Da Silva

A escritora, dona de uma pena poderosa, sábia, sutil e encantadora, é uma das parceiras mais presentes em nossa Ogum's Toques; portanto é com muita honra e alegria que partilhamos com vocês, leitoras/es da Ogum`s, esse novo momento do nosso projeto literário. Sintam-se convidadas/os e a vontade para convidar outras pessoas queridas. Haverá livros da escritora no stand de vendas, ou seja, aproveitem.

Outros detalhes, ao longo da semana, as/os informaremos. Um grande abraço e seguimos no toque Adahun... Nos vemos por lá, no CEAO, das 18 às 21h.

26 de jul de 2013

Por quê eu sou Galo?


Por Márcia Maria Cruz  

Há um tempo ensaio escrever esse texto. Minha mãe, que é a pessoa que mais amo neste mundo, não é Galo. Logo, não foi algo que herdei, como de maneira linda muito de meus amigos o fizeram. Mas arrisco a dizer que nasci Galo, porque nunca foi uma escolha, é uma predestinação. Se um anjo torto disse a Drummond: "vai ser gauche na vida". Um outro desses peraltas me disse: "vai ser Galo, Márcia".

Aprendi muito cedo que para ser Galo era preciso lutar e essa certeza forjou meu espírito. Lapidou meu entendimento sobre futebol. Por uma escolha emocional, era contrária àqueles que viam, nas quatro linhas, o resultado de um cálculo certo. A paixão atleticana se tornava algo intangível, que não tinha correspondência matemática.

Quantificar o sentimento de um atleticano só com a métrica de Roberto Drummond: os versos. Mas para quem a poesia não basta. Recorro a Teoria da Relatividade para explicar essa paixão. O tempo se funde: acreditamos tanto que rompemos a barreira da realidade. Fez-se o sonho! Nosso coração viajou à velocidade da luz e, de repente, estávamos em um universo alvinegro.

"Caiu no Horto, tá morto", "Eu acredito", "Yes, We CAM". Apostamos na mística. Como não acreditar se tudo mostrava que essa taça seria nossa? Ano 2013. Se Zagalo fosse atleticano saberia porquê 13 não é número de azar. 13 é Galo! E até o santo papa, que foi fotografado com a camisa do Galo, alimentou nossa esperança: Papa Francisco são 13 letras.

O goleiro é o único que pode tocar na bola com as mãos, mas foi com o pé esquerdo que Victor virou santo. Vi alguém escrevendo que o destino não seria tão leviano a ponto de não conceder ao campeão tamanha sorte.

Mas o meu amor não é completamente metafísico. Ele se materializa no amor de meus amigos atleticanos. Lembro me como se fosse agora. Ronaldo Balbino prometeu fazer 13 horas de churrasco em praça pública para o Galo não ser rebaixado. E fez! Uma das coisas mais legais que retrato no meu livro "Morro do Papagaio". O casamento de minha amiga Isabella Tavares, em Brasília, no meio da festa entre homens de terno e mulheres de vestido longo, o hino do Galo entoado: Clube Atlético Mineiro. Galo forte, vingador! O cartunista CAu Gomez, que me acolheu quando fui fazer parte do mestrado em Salvador, foi com quem compartilhei a alegria assistir às partidas do Galo na segunda divisão!

Mas não para por aí. Jogo após jogo, a gente se reconhecia nos olhares de solidariedade: se era uma derrota, seguíamos firmes frente aos escárnios. Batíamos no peito e dizia: Aqui é Galo! E foi nas derrotas que meu sentimento ganhou corpo. Foi neste momento que entendi o que era ser Galo! 'Torcer contra o vento se houvesse uma bandeira hasteada', ensinou Roberto Drummond! Mas as derrota não nos calava. Nunca um resultado ruim nos calou.

Aprendemos a venerar Reinaldo, Dadá Maravilha, Marques, Éder! O meu favorito era Toninho Cerezo, que muitos diziam ser a cara do meu pai. Então, chegou Ronaldinho Gaúcho, um cara que há muito eu gostava pelo jeito alegre. Nunca entendi a empatia que tinha pelo Gaúcho, que chegou aqui sob críticas.

Confesso que tive dúvida da contratação, mas o jeito de Gaúcho se sobrepôs a qualquer desconfiança. A cada partida, ele me fazia entender o que era o futebol. Os seus lançamentos geniais me davam ideia de tempo e espaço e como em um doutorado futebolístico mostrava o que poderia ser feito dentro das quatro linhas. Passei a assistir aos jogos dos adversários para saber se poderiam ou não vencer o Galo! Consultava com minhas amigas Tetê Monteiro e Kelen Almeida sobre os esquemas táticos e para saber quais eram as nossas reais chances. Mário Henrique Caixa virou vício.

Confesso que meu coração se fortalecia frente ao escárnio dos que insistiam em dizer que não éramos nada. Uma certeza crescia: prefiro não ter título nenhum a torcer de forma pragmática e arrogante. Não, o meu Galão da Massa é diferente. Não precisava vencer todas para amá-lo. E a torcida mostrava isso, gritando: "Aqui é Galo!" Contra os prognósticos de muitos comentaristas de futebol, que desmereceram o Cuca e o elenco, o Galo avançava. Sob a generosidade daquele que fora duas vezes o melhor do mundo, outras estrelas começaram a brilhar. Jô, Bernard, Réver, Rosinei, Tardelli, Pierre, Leonardo Silva, São Victor! Mesmo com o Galo dando show, o escárnio permanecia, mas a torcida não arredava um centímetro a confiança.

Dizem que no futebol é assim: a rivalidade se sobrepõe a tudo. Então, a cada possibilidade de derrota do Galo, ouvimos e aguentamos os descrentes. Temos tantos títulos, tantas Libertadores, tanto, tanto, tanto... Mas nada disso era maior que o nosso Galão da Massa. Quando Ronaldinho entrou em campo com Dona Guilhermina foi dos momentos mais bonitos, que não irão sair da minha memória. Pelo histórico de Ronaldinho, ele deveria ser aclamado e a massa não se fez de rogada e o incensou ao posto de ídolo. O choro de Ronaldinho, ontem, ao falar desse campeonato me representa! Fico feliz pelo fato de o Galo ter vencido com esse elenco e mais ainda nas circunstâncias que ganhamos! Um beijo nessa equipe e um beijo nessa torcida.

25 de jul de 2013

Poéticas do gueto!

Por Mariana Santos de Assis para as Blogueiras Negras
Fico me perguntando porque a surpresa da crítica literária e de tantos setores da academia diante da riqueza artística e literária das periferias do Brasil a fora. Sempre que alguma manifestação artístico-cultural de negros e pobres ganha espaço no mercado e nas mídias ocorre uma comoção, como se fosse algo absolutamente novo e inesperado. Parece que artistas negros pintando, cantando e escrevendo sua história, sua cultura, sua ciência ainda choca a nossa intelectualidade.
No caso da Literatura da Periferia ou Marginal, o choque é ainda maior. Aparentemente ainda é impensável ver negros fazendo poesia da melhor qualidade, interpretando a periferia com lirismo e intensidade, possíveis somente com um saber todo de experiências feito, como é o caso de nossos poetas/militantes. Falar da pobreza e do abandono não é expediente novo e até aprenderam a lidar com isso, depois do samba, do rap, do funk tentaram estabelecer os limites da sensibilidade da periferia nisso, numa militância constante, mais ainda, fornecendo para a classe média material para os momentos de conhecer o exótico e as aberrações que estõa da ponte pra lá. A cultura popular está na boca, no coração e no pé de todas as classes sociais, seja para salvar um pretinho pobre e sem futuro até poder contar com a caridade de seus algozes, seja para consumir nossa cultura como quem vai ao fastfood e sai orgulhoso com a surpresa sangrenta ou sexual da vez. Todos querem sua Nega Fulô em casa!
Mas existem mais mistérios entre a poesia e a militância do que supõe nossa vã intelectualidade. Não temos apenas ativistas e interesses sociais e políticos, tempos também espíritos sensíveis à questões clássicas da poesia, da humanidade, de quem sente e vive intensamente os sentimentos que nos foram privados. No processo de nos fazer acreditar na inferioridade criada para nos oprimir, nas tentativas constantes de nos transformar em selvagens sem alma, sem cultura, sem história e sem raízes, também tentaram nos privaram de amar, desejar, sonhar e sentir.
Tentaram e ainda tentam nos privar do conhecimento de nossos ancestrais e do conhecimento construído na diáspora, na cumplicidade com nossos irmãos de cárcere espalhados pelo novo mundo que ainda tentamos conquistar e fazer parte. Brasileiros, norteamericanos, haitianos, indígenas, enfim todos que contribuíram para  o conhecimento híbrido e rico que nos manteve e mantém vivos e humanos. Importante frisar que esse hibridismo não é o romântico trânsito livre e fluido entre fronteiras porosas pintado pelos pós-modernos apaixonados e sonhadores, trata-se, antes de um processo de luta por afirmação e sobrevivência de nossa cultura, de nossa humanidade, há quem diga que é o raciocínio que nos faz diferente dos animais, eu digo que é a arte que nos torna seres únicos, a capacidade de produzir beleza no caos, fazer uma flor brotar em um lixão, tirar um sorriso do rosto triste de uma criança faminta, sem sonhos ou futuro, isso é o que nos torna humanos, a racionalidade nos levou a explorar, escravizar e exterminar pessoas, culturas, florestas, histórias e saberes.
Ao desrespeitarem nossa fé ora como feitçaria do mal. Ao ler nossa poesia, ouvir nossa música, ver nossos quadros, esculturas e grafites como algo menor ou com olhar condescenndente de quem acha bonitinho a gracinha de uma criança estão tentando retomar sua condição de senhores e nos colocar, novamente como escravizados sujeitos às vontades e dizeres dos senhores.
Felizmente hoje o objeto cansou de ser olhado, de ser dito, de ser calado, não aceitaremos mais as histórias únicas e mentirosas que nos contaram, estamos escrevendo a nossa, cheia de rimas, com a musicalidade aconchegante e suave dos cantos africanos, com a batida contagiante dos tambores, a cadência do samba, a força do rap, a beleza melancólica do blues, a sacralidade do reggae, a ginga da capoeira. Estamos contando nossa história com os intelectuais que nos esconderam, dentro das universidades construídas com o sangue de nossos ancestrais, ocupando os espaços de saberes e luta que nos foram negados, dando prosseguimento à luta que nos fizeram acreditar que nunca existiu.
Karol Conka, é uma rapper, cantora e compositora brasileira.
Karol Conka, é uma rapper, cantora e compositora brasileira.
Estamos escrevendo uma nova realidade para o povo preto. É absolutamente contagiante ver o orgulho nos olhos dos nossos irmãos se sentindo cada vez mais bonitos, admirando sua quebrada sem perder a consciência de que a luta pela dignidade e pela liberdade é todo dia. Se alguém ainda tem muita dificuldade para entender essa dinâmica, para acompanhar a diversidade criada pela criatividade de nosso povo, não se preocupem, para isso estamos nas suas universidades, para tentar explicar pra ver se vocês entendem e conseguem deixar de separar a luta, a politica, a militância da sensibilidade, da beleza, do lirismo.
Realmente o mundo é bem mais diferente da ponte pra cá do que eles podem imaginar!

Mariana Santos de Assis: formada em letras e mestranda em linguística aplicada na Unicamp, militante no Núcleo de Consciência Negra e na Frente Pró-Cotas da Unicamp.
Blog: http://conversaafiadaca.blogspot.com.br/
Email: iel.mary06@gmail.com

24 de jul de 2013

MinC e FCP - Representação São Paulo promovem oficinas de fomento aos editais de ação afirmativa dirigidos a mulheres na área das artes visuais

funarte-mulheres

O Ministério da Cultura e a Fundação Cultural Palmares, representações de São Paulo, convidam para a oficina de capacitação de mulheres para participar dos editais "Carmen Santos Cinema de Mulheres 2013" e "Prêmio FUNARTE Mulheres nas Artes Visuais", ações afirmativas propostas pela  SAV/MinC - Secretaria de Audiovisual do Ministério da Cultura,  SPM - Secretaria de Políticas para Mulheres e Fundação Nacional das Artes.

OFICINA 1
DATA: 30 de julho de 2013
HORÁRIO: 19:00
LOCAL: Espaço Cultural Elo da Corrente
ENDEREÇO: Rua Jurubim, 788, Pirituba, São Paulo
PARCERIA: Coletivo de Mulheres Esperança Garcia e Coletivo Cultural Elo da Corrente
CONTATO LOCAL: 11 - 39032649
CONTATO MINC/PALMARES: 27664300

OFICINA 2
DATA: 05 de agosto de 2013
HORÁRIO: 19:00
LOCAL: Casa de Cultura de M'Boi Mirim
ENDEREÇO: Av. Inácio Dias, S/No, Piraporinha, São Paulo
PARCERIA: CineBecos
CONTATO LOCAL: 11 - 55143408
CONTATO MINC/PALMARES: 27664300

Selo_25_final

Bicampeão mundial, Djalma Santos morre aos 84 anos; enterro será em Uberaba


djalma-santos-durante-treino-do-palmeiras
Djalma Santos não resistiu ao quadro crítico apresentado e morreu na noite desta terça-feira no hospital Helio Angotti, em Uberaba, em Minas: "O Hospital Dr. Hélio Angotti comunica, com pesar, o falecimento do bicampeão mundial de futebol Dejalma dos Santos (Djalma Santos), em decorrência de uma pneumonia grave e instabilidade hemodinâmica culminando com parada cardiorrespiratória e óbito às 19h30", divulgou.

O velório do ex-jogador acontece na madrugada desta terça para quarta-feira no Salão Nobre da Câmara Municipal de Uberaba, segundo informou Elmar Humberto Goulart, presidente do Poder Legislativo, ao UOL Esporte. O enterro do ex-lateral está previsto para às 16 horas no Cemitério São João Baptista, também na cidade mineira.

De acordo com o SporTV, a prefeitura de Uberaba decretou três dias de luto oficial pela morte do ex-jogador.
O ex-jogador da seleção foi internado pela primeira vez em 30 de junho, pouco depois da vitória do Brasil contra a Espanha, 3 a 0, pela Copa das Confederações. Djalma Santos passou mal, com dificuldade respiratória. Foi diagnosticado pneumonia. Ele chegou a respirar com ajuda de aparelhos. Seu estado de saúde melhorou semanas depois.

Fábio Rodrigues, um dos dois enteados de Djalma Santos, revelou que a família continuava esperançosa na recuperação do ex-jogador, mesmo com o agravamento do estado de saúde no final de semana passado, que o levou de volta à UTI.

"Ele piorou no sábado à noite, quando os rins pararam de funcionar. Depois de tratado na UTI, ontem (segunda-feira) os rins voltaram a funcionar, mas aconteceu uma nova infecção pulmonar", explicou o enteado, ao UOL Esporte.

Nesta terça-feira, Djalma Santos sofreu duas paradas respiratórias, que foram revertidas. "Por volta das 16h30, quando esperávamos para ter notícias, no horário de visita, ele teve uma dessas paradas. Às 19h30, teve uma outra e não resistiu", contou Fábio, bastante emocionado, sem conter as lágrimas. Segundo ele, desde domingo, Djalma Santos estava sedado.

Fábio Rodrigues informou que o corpo de Djalma Santos deverá ser velado na Câmara Municipal de Uberaba, a partir da manhã desta quarta-feira. Não há ainda horário previsto para o sepultamento, que ocorrerá também nessa cidade do Triângulo Mineiro.
djalma-santos-acena-ao-desfilar-em-carro-com-a-equipe-da-selecao-brasileira-apos-titulo-da-copa-de-1958
"Ele era muito querido aqui em Uberaba, cidade que o acolheu", comentou. Djalma Santos deixa viúva, Esmeralda, e a filha Laura, que mora em São Paulo, mas que acompanhou todo o período de enfermidade do pai, em Uberaba.

Bicampeão mundial pelo Brasil em 1958 e 62, Djalma, de 84 anos, defendeu Atlético-PR, Portuguesa e Palmeiras, clube pelo qual atuou em mais de 400 jogos.

O Palmeiras comunicou por intermédio da assessoria de imprensa que prepara uma homenagem ao ex-jogador. Recentemente, os jogadores do time entraram em campo para o duelo contra o Oeste com camisas com a mensagem: "Forza, Djalma Santos".

djalma-santos-e-homenageado-no-aniversario-de-50-anos-do-palmeiras-em-1964
Djalma Santos queria mesmo era ser piloto de avião. Já o pai, soldado da antiga Força Pública paulista, preferia que ele seguisse a carreira militar. Até que um dia, vendo o filho jogar no Internacional (um clube de várzea do bairro paulistano da Parada Inglesa), convenceu-se de que o destino dele era outro. Djalma Santos havia nascido para ser jogador de futebol.

Djalma chegou a fazer testes no Ypiranga e no Corinthians. Mas os horários dos treinos eram incompatíveis com o do seu trabalho como sapateiro. Só ficou na Portuguesa porque o patrão concordou que ele trabalhasse à noite, para compensar as horas perdidas no clube.

No início, Djalma era chamado apenas de Santos e jogava na Lusa de centro-médio (o volante dos dias atuais). Em agosto de 1949, porém, o clube contratou outro jogador para a posição, Brandãozinho, da Portuguesa Santista, na maior transação da época. E Djalma Santos passou para a posição em que se consagraria definitivamente, a lateral-direita.

Foi titular em apenas uma partida na Copa de 1958 - a final, contra os donos da casa, vencida pelo Brasil por 5 a 2 - substituindo De Sordi, que passara mal. O suficiente para ser considerado o melhor jogador da posição. Na Copa seguinte, Djalma Santos se sagraria bicampeão mundial. Jogaria mais uma Copa, a da Inglaterra, em 1966. Pela seleção brasileira, foram 114 apresentações.

Uma de suas jogadas características era a cobrança dos arremessos laterais com força, para dentro da área, onde havia sempre um companheiro em boa posição para o arremate. Pela Portuguesa, Djalma ganhou os Torneios Rio-São Paulo de 1952 e 1955. Foram 453 jogos entre agosto de 1948 e maio de 1959, quando se transferiu para o Palmeiras.

No Palmeiras, Djalma Santos também jogou quase dez anos - 491 partidas e dez gols -, ganhando três títulos paulistas. Quando se preparava para encerrar a carreira, recebeu um convite do Atlético Paranaense e não resistiu. Ao lado do zagueiro Bellini (outro bicampeão mundial) e do ex-santista Dorval, levou o clube do quase rebaixamento, no ano anterior, ao vice-campeonato paranaense de 1968.

Jogou ainda a tempo de ganhar seu último título estadual (1970) pelo rubro-negro, se tornando posteriormente treinador do próprio Atlético. Depois, Djalma Santos se tornou funcionário da Secretaria de Esportes, Lazer e Turismo de Uberaba, em Minas Gerais, onde coordenou a escolinha de futebol da cidade.

Fonte: UOL

Dominguinhos!




José Domingos de Morais, o encantador Dominguinhos, é filho ilustre de Garanhuns, PE, como o ex-Presidente Lula. Tem uma das carreiras mais longevas da MPB: aos 8 anos tocava pandeiro, acompanhando o irmão mais velho, primeiro sanfoneiro da família, que mais tarde trocaria a sanfona pelo piano. Aos 9 anos tocava a sanfona de 8 baixos, conhecida no Nordeste como “pé de bode”. Aos 11 já tocava sanfona profissional. Ainda criança conheceu Luís Gonzaga que imediatamente reconheceu seu grande talento. Foi só chegar à adolescência e mudou-se para o Rio de Janeiro, foi aprender com o mestre. Era comum Dominguinhos assistir as gravações de Gonzagão em estúdio e um dia, aos 16 anos, foi apresentado por seu Luís, como o chamava, à imprensa, como seu herdeiro artístico. Luís Gonzaga iniciou uma canção e sem qualquer combinação prévia, ainda na introdução, descansou o fole no chão, deixando a Dominguinhos a tarefa de continuar na própria sanfona. E ele não decepcionou. A partir daí começou a acompanhar Gonzagão em shows pelo Brasil. Existe um belo registro no youtube da dupla de sanfoneiros cantando e dançando Xaxado http://www.youtube.com/watch?v=Z91xqCp-kUM


Dominguinhos tem 71 anos de vida, 63 anos de carreira artística e 70 documentos sonoros gravados, entre LPs, CDs, regravações, DVDs e filme. Em 2002 ganhou o Grammy Latino com o CD “Chegando de mansinho”.
Algumas de suas músicas são luminares do cancioneiro brasileiro, como Eu só quero um xodó –“que falta eu sinto de um bem / que falta me faz um xodó / mas como eu não tenho ninguém / eu levo a vida assim tão só / eu só quero um amor / que acabe o meu sofrer...” e quem não quer? São letras fundas e sentidas interpretadas na melodia harmônica da sanfona, tocam qualquer vivente que tenha coração. De volta pro aconchego é outra bela composição imortalizada por Elba Ramalho: “estou de volta pro meu aconchego / trazendo na mala bastante saudade... é duro ficar sem você vez em quando / parece que falta um pedaço de mim”. Ainda na mesma toada romântica pontuada pelo dengo da sanfona, Gostoso demais: “quando estou com você / estou nos braços da paz... pensamento viaja e vai buscar meu bem querer...”

Mas, talvez seu primeiro grande sucesso nacional tenha sido a bela e filosófica Quem me levará sou eu, uma reflexão sobre o afeto dos amigos e o simples da vida a que qualquer estrada bem trilhada leva. “Amigos a gente encontra / o mundo não é só aqui / repare naquela estrada / que distância nos levará...”

Lançamento dos novos editais da Secretaria da Economia Criativa



O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria da Economia Criativa (SEC), lançará no dia 31 de julho, na sede do Observatório de Favelas, na Maré, Rio de Janeiro, dois editais com a finalidade de contribuir para o desenvolvimento da Economia Criativa brasileira por meio do apoio financeiro à qualificação profissional e ao surgimento de novos empreendimentos nos setores criativos.
Os editais são dirigidos a instituições públicas ou privadas que atuam na área de ensino, mas beneficiarão diretamente pequenos e micros empreendedores da cultura porque estimulam a formação em uma área pouco atendida, a gestão de empreendimentos culturais e criativos, e ampliam oportunidades para novos empreendimentos no setor.
O total de recursos investidos pelo MinC, nos dois editais, é de R$6.100.000,00. As inscrições iniciarão no dia do lançamento e ficarão abertas até 13 de setembro de 2013.
Formação e qualificação em gestão cultural
Edital de Apoio à Formação Para Profissionais e Empreendedores Criativos é voltado à realização de cursos para formação e qualificação em gestão no setor criativo, elaborados e ministrados por instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos. Serão selecionados 11 projetos, divididos em três categorias: Gestão de Negócios e Empreendimentos; Gestão e Produção de Eventos; e Gestão de Carreiras. Os recursos a serem distribuídos nesse edital somam R$1.100.000,00.
Podem concorrer entidades que tenham no mínimo três anos de existência e atuação comprovada nos 15 setores da Economia Criativa previstos pelo edital (veja quadro abaixo). Os cursos promovidos pelas instituições selecionadas devem oferecer vagas gratuitas, preenchidas por meio de processo seletivo público.
Investimento em incubadoras
Já o Edital de Fomento a Incubadoras de Empreendimentos da Economia Criativa tem a finalidade de fortalecer entidades que atuam com empreendimentos criativos e inovadores para que ampliem a oferta de vagas para a incubação. O total investido é de R$5.000.000,00. Serão contemplados até 20 projetos e cada um receberá um valor mínimo de R$250.000,00 e máximo de R$400.000,00.
O primeiro edital dessa modalidade lançado pelo MinC é dirigido a instituições de ensino superior públicas ou privadas sem fins lucrativos, também com três anos de existência no mínimo, e que atuem como gestoras de incubadoras.
Uma das metas da SEC/MinC é estruturar políticas de fomento a novos empreendimentos criativos. Algumas das poucas incubadoras públicas e privadas que atuam no setor têm capacidade de investimento limitada. “Queremos estimular as incubadoras que atuam nos setores criativos a ampliar sua capacidade”, afirma a secretária da Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão.
Outra dificuldade enfrentada pelo setor no Brasil, explica a secretária, é a falta de cursos com foco na gestão de empreendimentos criativos e gestão da produção cultural. “A formação é um dos gargalos da economia criativa e um dos desafios a que nos propusemos na SEC é estimular a formulação de cursos de gestão específicos para os criativos”, diz.

22 de jul de 2013

Oswaldo de Camargo, aniversariante do dia!


Fundação Cultural Palmares Oferece Oficina de Capacitação para o NUFAC 2013, em São Paulo


NUFAC 2013: FCP oferece oficina de capacitação em São Paulo
O encontro vai esclarecer dúvidas e passar orientações sobre as condições e exigências estabelecidas no Edital, que está com inscrições abertas até 30 de julho

 

Representantes de entidades privadas sem fins lucrativos que atuam na área de educação e cultura poderão participar da oficina Entendendo o Edital NUFAC 2013, que acontece na próxima quinta-feira, 25 de julho, em São Paulo/SP. O encontro, que pretende tirar dúvidas e dar orientações sobre as condições e exigências estabelecidas no Edital, será realizado na próxima quarta-feira, 25 julho, às 19h, no Auditório do Ministério da Cultura.
Com recursos do Fundo Nacional de Cultura (FNC), a Chamada Pública nº 01/2013 já está na segunda edição e vai investir cerca de R$ 4 milhões na criação de 10 Núcleos de Formação de Agentes de Cultura da Juventude Negra (NUFAC’s) – centros que vão oferecer capacitação profissional para 1.200 jovens negros e negras em todo o Brasil, entre 15 e 29 anos. Os projetos poderão ser inscritos até o dia 30 de julho.
Os agentes culturais formados pelos núcleos, ao final do processo, deverão estar aptos a desenvolver atividades profissionais no mercado de trabalho na área da cultura, inclusive nos programas do Ministério da Cultura, a exemplo dos Centros de Artes e Esportes Unificados - CEUS. No rol de cursos que poderão ser oferecidos, podemos citar o curso de cenotecnia, desenhista de moda, disc-jóquei (Dj), figurinista, operador de áudio, produtor cultural, produtor de vídeo, ilustrador, dentre outros.
As propostas deverão apresentar criatividade, inovação e articulação com outras ações e iniciativas pedagógicas.
Para conhecer as demais regras do Edital, acesse: http://www.palmares.gov.br/nufac
Serviço
Oficina “Entendendo o Edital NUFAC 2013”
Responsável Técnica: Leila Calaça 
Data: 25 de julho de 2013
Horário:
 19h
Local: Auditório do Ministério da Cultura – Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos (Funarte)
Mais informações: (11) 2766-4300 ou pelo e-mailfcp.sp@palmares.gov.br

17 de jul de 2013

Fundação Cultural Palmares Promove Seminário Relações Internacionais Brasil-África na Área da Cultura


O objetivo do Seminário Relações Brasil-África na área da Cultura é estabelecer um contato mais próximo com organizações e movimentos que trabalham com cultura negra, com vistas a potencializar sua inserção na agenda cultural global e qualificar as ações internacionais da Fundação Cultural Palmares. Em um mundo em que a cultura eurocêntrica domina os principais veículos de interação internacional, a idéia da oficina é dialogar sobre as relações Brasil-África-Afrodescendência no sentido de conhecer os direcionamentos do governo brasileiro no tema; discutir caminhos alternativos para a inserção da cultura negra na agenda governamental; e influir de forma qualificada nos desenhos das relações culturais e de cooperação internacional do Brasil com o continente e com a cultura negra na Diáspora. Os produtos desse diálogo serão base para um exercício coletivo de elaboração de projetos de cooperação internacional e para reflexões sobre o desenho das ações internacionais da Fundação Cultural Palmares.


Começaram as celebrações do 95º aniversário de Nelson Mandela na África do Sul


mandela aniversario
A África do Sul prepara-se para celebrar, Quinta-feira próxima, o 95º aniversário de Nelson Mandela, actualmente internado num hospital de Pretória. As manifestações especiais serão organizadas por todo o país e pelo mundo para celebrar esta jornada.

Entretanto a equipa sul-africana da Primeira Liga de Futebol "Supersport" deu o arranque das celebrações, Domingo, dedicando a Nelson Mnadela a sua vitória por 2-0 diante do clube inglês de Manchester City. "Para nós, tratava-se de jogar para o homem maior do mundo que a terra já conheceu. Quero dizer Nelson Mandela", declarou à imprensa o treinador do Supersport, Cavin Johnson.

O antigo Presidente Thabo Mbeki deu igualmente a esperança aos Sul-africanos no fim de semana, anunciando que Mandela, que está a ser tratado por uma infecção pulmonar, "poderá sair (do hospital) brevemente".

De igual modo, o Centro Memorial Nelson Mandela lançou as actividades comemorativas do aniversário de Mandela com uma visita, Domingo, à escola Bertrams Junior de Joanesburgo. Sello Hatang, director-geral do centro, convidou igualmente todos os Sul-Africanos a manter vivo o espírito altruísta de Mandela.

"O presente que se lhe pode oferecer é educar as crianças e melhorar a qualidade do ensino, permitir às crianças aceder à educação de que necessitam", disse Hatang.

O Presidente Jacob Zuma marcará o Dia de Mandela pela entrega oficial de casas a uma comunidade branca pobre de Pretória. O tema para o Dia Internacional Nelson Mandela de 2013 é "Agir, Inspirar a Mudança, Celebrar o Dia de Mandela" e destaca a segurança alimentar, o alojamento e a educação.

13 de jul de 2013

Seminário Relações Internacionais Brasil-África na Área da Cultura


Seminário Relações Internacionais Brasil-África na Área da Cultura


sexta-feira by Ascom
Discutir as semelhanças entre Brasil e o continente africano, assim como o protagonismo dessas nações na construção da história mundial. Essa é a proposta do seminário Relações Internacionais Brasil-África na área da Cultura que promoverá o acesso às  informações sobre o diálogo cultural Brasil-áfrica e intercâmbios possíveis.
O evento é destinado a produtores e agentes da arte e cultura negra e acontecerá nos dias 19 e 20 de julho, no Auditório do Ministério da Cultura em São Paulo. Segundo, a representante da FCP em São Paulo, Cidinha da Silva, o seminário é uma oportunidade para atender as demandas surgidas no âmbito das políticas para cultura negra no Brasil e amplia as possibilidades para que produtores de cultura negra conheçam o que o continente africano oferece em termos de trocas culturais.
“Nosso objetivo é contribuir para habilitar novos agentes culturais negros a concorrerem de maneira efetiva nos editais de intercâmbio cultural e artístico de escopo internacional”, afirma a representante. 
Programação:
Dia 19 de julho às 19 horas
  • Palestra com o Assessor Internacional, Daniel Brasil sobre Cooperação Brasil – África
Debatedoras:
  • Capulanas Cia de Arte Negra – Dança e teatro feito por mulheres negras
  • Liliane Braga: Quisqueya Brasil – Projetos afro-diaspóricos de cultura e educação e Rede Kultafro
Dia 20 de julho
  • Das 10h às 13 horas
Oficina para promover a cooperação internacional Brasil-África na área cultural / destaque ao edital “Conexão Brasil-África” da FCP / Ministério das Relações Exteriores
  • Das 15h às 17h30
Oficina sobre os editais dirigidos a grupos culturais interessados em integrar a programação da Copa do Mundo 2014
Para confirmar a presença entre em contato com a representação da Fundação Cultural Palmares em São Paulo pelo email fcp.sp@palmares.gov.br ou pelo telefone (11) 27664300
Serviço
O que: Seminário Relações Internacionais Brasil-África na área da Cultura
Quando: 19 e 20 de julho
Onde: Auditório do Ministério da Cultura – Alameda Nothmann 1058, Campos Elíseos – São Paulo
Contato: fcp.sp@palmares.gov.br ou pelo telefone (11) 27664300

11 de jul de 2013

Criadores e produtores negros

Por Mara Karina / FCP

Na tarde desta terça-feira, 09/07, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, participou de um encontro histórico com cerca de 250 produtores culturais negros de todo país, no Auditório do CCBB, no Rio de Janeiro. O encontro, organizado pelo Movimento Akoben, tornou possível um estreitamento entre os criadores e o governo, para mostrar demandas urgentes do setor, com destaque para os desafios relacionados à captação de recursos para as artes e culturas negras.

Mais recursos para arte negra - Rodrigo Santos, ator, produtor e membro do Akoben, apresentou o documento que solicitou mais recursos para a produção negra e mais atenção do Estado para as questões relacionadas. A carta pediu que 40% do orçamento do MinC seja destinado à produção cultural afro-brasileira. "Queremos colaborar com o Ministério para implantar uma política cultural de Estado que seja verdadeiramente inclusiva e democrática".

Artistas e criadores também valorizaram a criação dos editais para produtores, criadores e pesquisadores negros do MINC/SEPPIR, ocorrido no fim de 2012, principalmente por considerarem que os certames representam uma resposta para a demanda do Movimento Negro Brasileiro por mais recursos para a criação cultural e artística negra brasileira.

Mais patrocínio estatal - Também foi proposto pelos criadores negros uma conversa entre o MinC e as empresas estatais que realizam projetos de apoio para a atividade cultural. A ideia é levar para esses organismos a necessidade de especialistas em arte negra nas comissões julgadoras dos concursos, a fim de contemplar as especificidade das produções afro-brasileiras nas premiações.

Para a ministra Marta Suplicy, não é possível destinar 40% dos recursos MinC para cultura negra. Entretanto, ela se dispôs a conversar com as estatais sobre a possibilidade de estabelecer cotas raciais nos projetos destinados ao fomento cultural. "Vamos mapear todas as áreas culturais que são patrocinadas, analisar todos os projetos. É possível ter uma política de Estado de Cultura, com o apoio das estatais, com cotas para projetos negros", disse.

O presidente da Fundação Cultural Palmares, Hílton Cobra, mediou o debate, que também contou com as presenças de Mãe Beata, dos atores e atrizes Milton Goncalves, Fabrício de Oliveira, Antônio Pitanga, Jorge Washington, Léa Garcia, Fernanda Júlia, Antônio Pompeu, do cantor Carlinhos Brown, de Eliza Lakin, do cineasta Jeferson Dê, do diretor teatral Amir Haddad, do deputado federal Edson Santos, do presidente do Bloco Olodum, João Jorge, do cantor e secretário de Cultura da Paraíba, Chico Cesar, Vovô do Ilê, de Biza Viana entre outros.
(Texto Mara Silva / Fundação Cultural Palmares
Fotos: Pércio Campos)

MARTA SUPLICY QUER APOIO DE MINISTÉRIOS PARA PROJETOS DE COMUNIDADES NEGRAS


 
 
 
 
 
 
1 Votes

0001
A ministra da Cultura, Marta Suplicy, vai procurar os ministros da Educação, Aloizio Mercadante; e do Trabalho, Manoel Dias, para organizar um encontro, em Brasília, com lideranças do movimento negro. A intenção da ministra é discutir políticas para a comunidade negra que possam ser desenvolvidas pelas três pastas. ‘Para que assim como a Cultura fez essa reunião, eles possam ouvir as comunidades negras nas suas respectivas áreas e ver o que pode ser feito para as comunidades terem maior inserção social’, explicou.
Imagem 072
Imagem 057
A decisão de Marta Suplicy foi tomada durante um debate de quase duas horas com lideranças do movimento, artistas e agentes culturais nessa terça-feira (9) no auditório do Centro Cultural Banco do Brasil, no centro do Rio de Janeiro. A ministra orientou as lideranças que apresentem demandas concretas. ‘Todos têm demandas, mas basta focar e ter alguma coisa estruturada’, disse.
No encontro, a ministra acertou, ainda, analisar os patrocínios de todas as estatais para verificar como os recursos estão sendo aplicados e qual a parcela destinada a projetos culturais da comunidade afros descendente. Ela explicou que a idéia surgiu durante uma reunião na Petrobras em que ela participou nesta terça-feira. Marta Suplicy prometeu ainda adotar o sistema de cotas na distribuição dos recursos.
‘O ministério está pensando em fazer um levantamento dos investimentos de todas as estatais na área da cultura, por que cada uma investe no que acha e de repente nós conseguimos ter uma política de Estado da Cultura. Esta foi uma orientação da presidenta Dilma e, agora, acho que chegou o momento de chamar as estatais e ter uma conversa, primeiro, no que para eles é importante, depois no que nós podemos unificar como política de Estado e aí veio a demanda de que eles gostariam de ter uma inserção grande de cota para questão de cultura negra. Acho que neste modelo nós acreditamos poder fazer. Já fazemos os editais, agora vamos poder pensar nesta nova situação’, disse.
Durante os debates, a ministra ouviu propostas e pedido de respeito às tradições da comunidade negra. Uma delas foi em relação aos terreiros de candomblé, que sofrem violações por questões religiosas e também ações da bancada evangélica contra as manifestações de cultura negra. A ministra respondeu que os terreiros têm que ser fortalecidos como entidades. Na área política, Marta Suplicy adiantou que o ministério está buscando o andamento de vários projetos que estão em tramitação no Congresso. ‘Tem várias coisas no Congresso que a gente vai trabalhar que sabe que afeta toda a Cultura, mas a comunidade negra em especial’, informou.
A baiana Beatriz Moreira Costa, a Mãe Beata de Yemanjá, do terreiro Ilê Omi Oju Aro, em Nova Iguaçu, abriu os debates. Ela concordou com o fortalecimento dos terreiros para evitar a discriminação religiosa. ‘Precisamos de mais união. Ninguém sabe mais do que ninguém. A gente nasce aprendendo e morre aprendendo. Todos nós somos irmãos. A gente só cobra respeito quando a gente dá respeito. É isso que devemos fazer. Isso chamasse fortalecimento. Empoderamento é assim. É você dizer eu sou e não ter medo de dizer, eu sou do Candomblé. Sou negra. Sou yalorixá, sou mãe de santo’, no fim da apresentação da proposta dela, Mãe Beata entoou um canto a Oxalá e foi seguida por toda a platéia.
Imagem 044
A situação dos editais de projetos culturais que tiveram a suspensão determinada por um juiz da 5ª Vara da Seção Judiciária do Maranhão foi outro tema discutido no encontro. A Justiça Federal decidiu dar continuidade aos editais, mas o pagamento dos prêmios permanece suspenso até o julgamento final do processo. De acordo com informações da Advocacia-Geral da União (AGU), transmitidas no encontro, isso deve ocorrer em agosto. Se o processo não andar, a intenção é fazer uma reunião com desembargadores para analisar o que poderá ser feito para resolver a situação.
Imagem 054
A ministra saiu satisfeita com os resultados da reunião. ‘Foi muito dinâmica, muito viva, muito clara na questão de maior participação e respeito às comunidades negras na área da Cultura. Tirei duas possibilidades concretas que podemos incrementa’, avaliou.
Agência Brasil

8 de jul de 2013

Sobre a luta de Domingo...



Por Fábio Mandingo


Vixe...vida é luta por sobrevivência. Feroz, sanguinária, assassina, cruel. 


Transformar essa expressão crua da sobrevivência em arte e estilo: arte marcial! É uma das tecnologias humanas que mais me encanta e impressiona. Tentar transpor em disputa esportiva, a guerra primal onde poderíamos ter nos acomodado, é pra mim também uma das tentativas mais louváveis do ser humano na Terra. Não por acaso, diversas inscrições egípcias mostram artes marciais, não por acaso as mais antigas gravuras chinesas sobre artes marciais, mostram pessoas de pele escura, no papel de professores. África Mãe de todas as tecnologias.

Dignidade física, coragem, lealdade acima de adversidades, equilíbrio, leveza, humildade que se põe acima de qualquer medo ou subserviência, elegância, são qualidades encontráveis em muitos dos Mestres de Artes Marciais, são qualidades que admiro e busco pra mim.

Me decepcionei muito com a postura de Anderson Silva na luta de domingo. O corpo às vezes previa as esquivas, as mãos moviam prevendo socos, rsrsrsrs eu, Imolê e Beto acordados na madrugada do Terreiro pra ver a luta, mesmo sabendo que a função começava dali algumas horas.

Perder, cair, ser derrotado, tudo isso faz parte do jogo, principalmente quando agente percebe que é jogo. Mas o irmão foi arrogante, tratou o adversário com desprezo, foi displicente, foi menos do que é. " Não se perde desse jeito", foi o primeiro pensamento que me veio à mente. É sim, milhões de Andersons e eu também, lutando junto e caindo desacordado com aquele murrinho fraco na ponta do queixo.

Anderson Silva é um campeão, o melhor de todos, a gente sabe disso. Um ídolo, um símbolo, e ele sabe disso. Um dos poucos popstars afrobrasileiros que apresenta orgulhoso na mídia a sua família preta. Um homem elegante, gentil, inteligente, tranquilíssimo num modelo de masculinidade equilibrado em um meio testosteronicamente exacerbado, a invencibilidade do Spider parecia nos dizer: é, você pode ser campeão assim!!! Muita pressão nas costas de um homem só, eu sei. Ele mesmo disse que perder foi tirar um peso enorme das costas e que agora poderia se dedicar à família. Será que o que eu queria é um campeão invencível e com Alzheimer, como Ali? Sei lá, esses caras são como Mano brown: AQUELE MANO QUE NÃO PODE ERRAR. 

Anderson Silva não sai menor, pra mim, dessa luta, pela história que construiu , mas errou, pra mim, por entrar no ringue com uma postura oposta à que sempre cultivou e que o manteve invicto.

MAS...MAS..., aceito sim, a dimensão Exuística percebida pela irmã querida Cidinha: "o risco quando dá certo traz alegria, quando dá errado, sabedoria." É sim, de verdade, "ousadia e alegria" que dão tempero à nossa vida quase sempre tão insossa. Cidinha, mais uma vez a sua pena me move, obrigado.

Anderson Silva tomba e Cauby canta Cavalo-marinho



Por Cidinha da Silva

Dear Spider,

Eu não vi sua luta, nem sabia que você lutava na manhã daquele domingo em que o Mercado do Bará pegou fogo em Porto Alegre. Mas, te conto que vez ou outra assisto lutas e só por você o faço, como faria por Mohamed, que lutou por mim, como você. Afora isso, não sou platéia para ver homem dar porrada em outro homem. Tanta coisa mais interessante duas mulheres fazem num ringue.

Em contrapartida, assisto vezes sem conta todos os reclames publicitários nos quais você participa e me delicio sempre. Você-ator e o Anderson são ótimos, justamente por serem indistintos. Leio também suas entrevistas, presto muita atenção ao que você fala e vibro com os sentimentos bons que você desperta por onde passa.

Tanta gente te admira, homens, mulheres, crianças. Seus golpes precisos e viris são a voz da gente achatada que encontra em você o vingador altivo, leal e de bem com a vida.

Naquela manhã você tombou, mas continuou grande, como sempre foi, porque caiu com dignidade, jogando o jogo dentro da regra. Sucumbiu à escolha da estratégia errada e à precisão do oponente. Pronto, nada mais.

Para os urubus, entretanto, foi prato cheio. Quiseram fazer do Spider uma vítima do Anderson. Bestas ignaras, não sabem que o risco quando dá certo traz alegria, quando dá errado, sabedoria. E você sabe aprender, malungo.

Passado o susto do nocaute, te convido a vir conosco, Anderson. Vem ouvir Cauby e o Cavalo-marinho. Você se senta ao lado do poeta que recomendou a poesia e eu ao lado do meu amor, linda como a luz da Lua. Deixa a gente ninar você com essa canção de volta a um tempo passado partilhado pelos quatro. Depois, você, nosso caçulinha campeão, enfrentando as dores inexoráveis da derrota, dormirá cedo no colo da companheira e acordará no dia seguinte, direto para o treino.

*Cavalo-marinho
Dança no terreiro
Que a dona da casa
Tem muito dinheiro
Cavalo-marinho
Dança na calçada
Que a dona da casa
Tem galinha assada

Minha rua onde eu me criei feliz
Rua onde eu brincava
Rua onde eu brigava
Rua onde eu caía
E onde a poesia
Fez seu aprendiz

Rua alegre, parecia não ter fim
Rua onde eu corria
Atrás do meu arco
Rua onde eu morava
Tinha uma menina
Que cantava assim:

Cavalo-marinho
Dança no terreiro
Que a dona da casa
Tem muito dinheiro
Cavalo-marinho
Dança na calçada
Que a dona da casa
Tem galinha assada

Rua triste, nunca vi tão triste assim
Vinha uma menina
Vindo pela rua
Linda como a lua
E assim como a lua
Deu-se toda a mim

Rua escura, amargura fez-se em mim
Porque hoje eu vivo
Vivo da procura
Da menina pura
Que na noite escura
Me cantava assim:

Cavalo-marinho
Dança no terreiro
Que a dona da casa
Tem muito dinheiro
Cavalo-marinho
Dança na calçada
Que a dona da casa
Tem galinha assada

*Canção de Vinícius de Moraes e Baden Powellhttp://www.goear.com/listen/ce80680/cavalo-marinho-cauby-peixoto

6 de jul de 2013

O protagonismo das mulheres no cinema brasileiro


quarta-feira by cristiane
Ousadia e criatividade foram as palavras do lançamento do Edital Carmen Santos de Cinema de Mulheres 2013 – Apoio para Curta e Média-Metragem e do Prêmio Funarte Mulheres nas Artes Visuais.Realizado ontem, dia 02 de julho, em Brasília, o evento contou com a presença das ministras da Cultura, Marta Suplicy e da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci.
Os editais pretendem fomentar e valorizar a arte e a cultura feitas por mulheres. “A participação da mulher como personagem e inspiração das obras artísticas é desproporcional a sua participação como autora e, por isso, esses editais são tão importantes”, declarou o presidente da Funarte, Antonio Grassi. Para a ministra da Cultura, Marta Suplicy, esta é uma oportunidade para os iniciantes. “Nós vamos dar possibilidade de mulheres mostrarem seu talento tanto no cinema quanto em outras expressões artísticas”, afirma. “Muitas mulheres têm ideias, têm roteiros, têm capacidade de direção, mas não têm o recurso para iniciar”, ressalta.
Cristiane Santos
Carmen Santos de Cinema de Mulheres 2013 – Apoio para Curta e Média-Metragem – O edital apoiará obras audiovisuais cuja titularidade e direção sejam de mulheres.Podem ser inscritos trabalhos de ficção ou documentário, com a possibilidade de utilização de técnicas de animação. As obras devem apresentar a temática da igualdade entre mulheres e homens, os direitos da mulher e de sua cidadania. A inscrição dos trabalhos é gratuita e deve ser realizada até 19 de agosto por meio de sistema online SALICWEB, no site do Ministério da Cultura (www.cultura.gov.br ). Serão premiadas 10 obras audiovisuais de curta-metragem, de até cinco minutos, no valor de até R$ 45 mil, cada; e seis obras audiovisuais de média-metragem, de 26 minutos, no valor de até R$ 90 mil, cada. Os vídeos premiados serão exibidos pela TV Brasil.
Prêmio Funarte Mulheres nas Artes Visuais - O certame selecionará projetos realizados por proponentes do sexo feminino que visem à prática de linguagens artísticas. Podem ser inscritos projetos como exposições, mostras, oficinas, intervenções urbanas, publicações, produção crítica e documental, seminários, entre outros. O formulário de inscrição está disponível no endereço eletrônico da Funarte (www.funarte.gov.br), assim como a lista de documentos necessários. As inscrições estão abertas até 17 de agosto e serão contemplados 10 projetos, no valor de R$ 70 mil, cada.