Bate-papo na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, dia 14 de maio de 2017

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17 de mai de 2015

Semana de trabalho em Belo Horizonte, 20 a 23 de maio de 2015


Por Cidinha da Silva
Eis que sairei da chuvarada e ventania de Salvador para o friozinho outonal de BH. Começo pelo prazer de ministrar curso para o pessoal do Polo de Leitura Sou de Minas, Uai! em parceria com a querida Bel Santos Mayer, nos dias 20 e 21 de maio. É possível que haja alguma inscrição ainda disponível, quem tiver interesse, favor verificar no endereçohttp://www.soudeminasuai.com/…/literatura-africana-e-litera…
A moçada do Polo e o nome escolhido para o grupo lembram os dizeres de uma camiseta que vendia aos baldes na "Feira Hippie": "Minas é um trem que tá dentro da gente / é esse jeitinho gostoso / de se sentir diferente!"
Ainda no dia 21, à noite, realizaremos uma roda de conversa sobre o livro Africanidades e relações raciais: insumos para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil, no escopo da programação da III edição da Mostra Benjamin de Oliveira. Alegria imensa conversar com o povo mineiro e com o parte do quarteto de times e técnicas (48 autoras e autores) do Africanidades, a saber: Adélcio De Sousa CruzCruz Maria(Márcia Cruz), Rosa Vani PereiraMauro Luiz da Silva, @Bel Santos Mayer,Mariana Santos de Assis e Aline Vila Real, que não estará conosco, presencialmente, mas foi quem possibilitou nossa inclusão na Mostra. Muito obrigada. A Mostra Benjamin de Oliveira é mais um território negro vincado na urbanidade contemporânea. É uma fresta de afirmação negra pela criação artística e sua reflexão, pela estética que politiza e pela ética com estética. https://www.facebook.com/events/443876312450368/
Nos dias 22 e 23 de maio realizaremos o seminário Territorialidades de Carolina, do qual sou curadora, no Muquifu - Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos. - programação da 13a Semana Nacional de Museus. Esta é a primeira atividade da Sala Carolina Maria de Jesus, que será um espaço de exposição e circulação do pensamento da mulher negra no Brasil que pretende movimentar epistemologicamente a ideia de favela que produz e difunde conhecimento desde lugares de fala caros ao povo negro e pobre.https://www.facebook.com/events/1614207675489940/
Não faltam chances para nos encontrarmos. Apareçam!

Sobre o piso nacional para o professorado mineiro e sobre a atuação de Macaé Evaristo, Secretária de Estado de Educação





Por Cidinha da Silva

Precisamos dimensionar bem o significado do acordo histórico firmado entre o Governo de Estado de Minas Gerais e o professorado da rede pública estadual, bem como a atuação de Macaé Evaristo, Secretária de Estado de Educação, na condução do processo de garantia do Piso Salarial Nacional para dos docentes da rede estadual mineira.

Ao contrário de estados brasileiros governados pelo PSDB, a exemplo de Paraná e Goiás, Minas Gerais do PT e do governador Fernando Pimentel, demonstra abertura para o diálogo, transparência nas negociações, planejamento, estratégia e efetividade na solução dos problemas da categoria profissional dos professores e professoras.

O acordo firmado garante o pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional para os professores da rede pública estadual. Além do reajuste salarial, o documento também extingue o regime de subsídio e o congelamento das carreiras, proporciona  isonomia de tratamento para todas as carreiras da Educação e entre servidores ativos e aposentados. Será concedido reajuste de 31,78% na carreira do Professor de Educação Básica, a ser pago em dois anos, ficando assegurado o pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional para uma carga horária de 24 horas semanais.

O reajuste será implementado em três parcelas que serão incorporadas ao salário. A primeira delas, de R$ 190, corresponde a um aumento de 13,06% para o Professor de Educação Básica, e será paga mensalmente a partir de junho de 2015. A segunda parcela, no valor de R$ 135,00, representa um aumento de 8,21% para o professor e será paga mensalmente a partir de agosto de 2016. As duas parcelas iniciais serão incorporadas à tabela de vencimento em junho de 2017.

A terceira parcela, no valor de R$ 137,48, corresponde a um aumento de 7,72% para o professor e será paga mensalmente a partir de agosto de 2017, com incorporação à tabela de vencimento em julho de 2018. Isso significa que em agosto de 2017, o professor de Educação Básica terá assegurado o Piso Salarial Profissional Nacional para uma carga horária de 24 horas semanais.

O acordo ainda garante a atualização do Piso Salarial Estadual nos mesmos índices de correção do piso nacional em janeiro de 2016, 2017 e 2018. Os aposentados nas carreiras da educação básica também terão os mesmos aumentos previstos para os servidores em atividade. Além da garantia do pagamento do piso, haverá a extinção do regime de subsídio e a implementação do vencimento inicial, acumulável com vantagens.
As negociações foram conduzidas por Macaé Evaristo, Secretária de Estado de Educação que goza de respaldo e legitimidade junto à categoria, alicerçada em décadas de trabalho como professora, diretora de escola e gestora pública de educação.

A atual Secretária foi professora e diretora da Escola Edson Pisani - situada no Aglomerado da Serra, uma das maiores e mais isoladas comunidades de favela de Belo Horizonte. Lá desenvolveu projetos inovadores e foi responsável pelas primeiras iniciativas que levaram as crianças da região a circular pela cidade que também deveria ser delas. Quem tem vivência em favelas conhece o isolamento de bens culturais imposto a seus moradores e dimensiona as dificuldades estabelecidas para crianças e jovens deixarem o território e circularem por outros espaços em digno exercício de cidadania.

 Macaé Evaristo trabalhou como formadora de professores na temática etnicorracial e integrou a equipe  de formação de professores indígenas da Faculdade de Educação da UFMG, atuando em todo o estado de Minas Gerais com ênfase no fortalecimento do direito à educação bilingue.

Passou por diversas funções na gestão pública de educação. Foi Gerente de Articulação da Política Educacional da Prefeitura, responsável por lançar o primeiro Kit de Literatura Afro-brasileira, política pública ininterrupta ao longo de 10 anos, analisada no livro Africanidades e relações raciais: insumos para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil, por Rosa V. Pereira.  À frente da Gerência fomentou o diálogo com diretoras/es e professoras/es, com os movimentos sociais e a universidade. Articulou a implantação do projeto Escola Integrada.

Foi Secretária Adjunta de Educação de Belo Horizonte e em 2009, Secretária Municipal, quando implantou o monitoramento da aprendizagem e da gestão escolar, fortaleceu o Avalia BH, o Fórum de Diretores e o Família-Escola. Manteve-se em diálogo permanente com conselhos e o comitê de mobilização social pela educação. Acompanhou, pessoalmente, os programas que traziam recursos federais para o município, como o Plano de Ações Articuladas e o PDE escola.

Foi responsável pela elaboração, execução e captação de recursos do projeto Acervos Museológicos, primeira iniciativa de grande porte no quesito formação de gestores culturais na educação com recursos da Lei Rouanet, em BH. Defensora da inclusão das pessoas com deficiência em todos os níveis educacionais, criou o cargo de Auxiliar de Apoio à Inclusão na gestão pública municipal. Fortaleceu e ampliou o Programa Saúde na Escola. Foi responsável pelas principais ações que elevaram o índice de Desenvolvimento da Educação Básica no município, o IDEB. Leitora atenta dos dados das avaliações municipais, escrutinava os resultados das escolas, conhecia diretores pelos nomes, apelidos e jeitos.

Outra característica fundamental de Macaé Evaristo é o fato de ser uma mulher de partido político. Ela se constituiu politicamente dentro do Partido dos Trabalhadores ao mesmo tempo em que ativamente, construiu o Partido. Ela tem força e trânsito dentro desta agremiação. Para o povo negro que tem sido carta de segundo (ou terceiro) naipe dentro das organizações partidárias, Macaé é referência alentadora.

Macaé Evaristo é reconhecida pelo riso fácil, mas não se enganem, não se trata de alguém bobo ou deslumbrado. É simplesmente uma mulher negra que acha que a vida pode ser vivida com leveza e alegria. Por isso ela se define como alguém geneticamente feliz e está levando os professores e professoras do estado de Minas a se sentirem valorizados, motivados ao trabalho pelo respeito e tratamento digno. Obrigada, Macaé!



14 de mai de 2015

Seminário inaugura espaço dedicado ao pensamento da mulher negra no Museu de Quilombos e Favelas



Clique aqui para ouvir o disco gravado por Carolina com o mesmo título de seu best-seller, o livro "Quarto de Despejo"
O Seminário Territorialidades de Carolina,   com a curadoria de Cidinha da Silva, inaugura a sala Carolina Maria de Jesus, dias 22 e 23 de maio,  no MUQUIFU – Museu de Quilombos e Favelas Urbanos, durante a  XIII Semana de Museus. Um espaço de referência para exposição e circulação do pensamento da mulher negra no Brasil sobre variados temas, que homenageia a escritora, cantora e catadora de material reciclável, nos aos 60.

A primeira atividade de reflexão do Seminário  será a representação de Carolina como boneca de pano confeccionada pela artista multimídia Jaciana Melquiades que recepcionará os visitantes, e também um avatar que divulgará os eventos da sala na internet, além de dialogar com as crianças. A rica discussão proposta pelo “Territorialidades de Carolina”, conforme programação abaixo,  gerará uma publicação que, por sua vez, contribuirá para a consolidação de uma visão multifacetada de Carolina Maria de Jesus, junto a diferentes públicos e expansão de seu perfil nos 101 anos de seu nascimento.
 

PROGRAMAÇÃO 
 
22/05    Sexta-feira         
MUQUIFU - Estrela (Rua Santo Antônio do Monte, 708 - Vila Estrela)
9h - ABERTURA: Apresentação da sala Carolina Maria de Jesus – Padre Mauro Luís Silva – curador do Muquifu
 
9h30 às 12h - RODA DE CONVERSA
Carolina escrita - Elzira Divina Perpétua:  professora do curso de Letras da Universidade Federal de Ouro Preto, autora de "A vida escrita de Carolina Maria de Jesus"
Leitura literária de Carolina Maria de Jesus - Mariana Santos de Assis: mestre em Linguística Aplicada pela UNICAMP
 
14h30 às 17h30 - A produção musical de Carolina Maria de Jesus – Adélcio Souza Cruz – Professor de Teoria da Literatura na Universidade Federal de Viçosa, autor de “Narrativas contemporâneas da violência”.
A poética de Carolina Maria de Jesus – Lívia Natália: poeta, autora dos livros de poesia “Água Negra” (Prêmio Banco Capital de poesia - 2011) e “Correntezas e Outros Estudos Marinhos”. Professora Adjunta de Teoria da Literatura da Universidade Federal da Bahia. 
 
18h às 21h – Oficina: Boneca negra e identidade (máximo 30 participantes)
Jaciana Melquíades – artista visual e criadora de benecas negras
 
23/05 Sábado                   
MUQUIFU - Estrela (Rua Santo Antônio do Monte, 708 - Vila Estrela)
9h / 12h - A recepção literária de Carolina Maria de Jesus na Alemanha – Raquel  Alves dos Santos – mestranda em tradução Alemão / Português – Universidade de São Paulo
Turismo cultural via literatura em Parelheiros – SP, onde Carolina viveu os últimos anos – Bel Santos Mayer - educadora social. Coordena o Programa de Direitos Humanos do Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário – Ibeac / SP.
 
14h30  às 17h30 - Carolina, escritora e catadora dos anos 1960 e sua relação com as catadoras de material reciclável do século XXI – Ruivo Lopes – poeta  e educador
Carolina Maria de Jesus: inspiração para mulheres negras brasileiras ao longo de um século (1914-2015) – Vilma Reis, socióloga, ativista dos movimentos negro e feminista, ouvidora geral eleita da Defensoria Pública do Estado da Bahia. 
 
18h às 21h - Sarau literário/musical - Encerramento do Seminário, Lançamento de Livros e Chá da Dona Jovem
Apresentação musical (Piano e Voz) Padre Mauro, diretor e curador do Muquifu, conta e canta a história das Favelas. Entrada Franca, espaço limitado a 100 pessoas.
- See more at: http://www.arquidiocesebh.org.br/site/noticias.php?id_noticia=10625#sthash.yiKaGgFK.afADjYYj.dpuf

9 de mai de 2015

Seminário Territorialidades de Carolina, no MUQUIFU - Museu de Quilombos e Favelas Urbanos, em Belo Horizonte





SEMINÁRIO TERRITORIALIDADES DE CAROLINA
Curadoria: Cidinha da Silva

O seminário “Territorialidades de Carolina” inaugura a sala Carolina Maria de Jesus no MUQUIFU – Museu de Quilombos e Favelas Urbanos, durante a Semana de Museus 2015, que se constituirá em espaço de referência para exposição e circulação do pensamento da mulher negra no Brasil sobre variados temas. 

Trazemos a público nesta primeira atividade de reflexão, uma representação de Carolina como boneca de pano confeccionada pela artista multimídia Jaciana Melquíades que recepcionará os visitantes, e também um avatar que divulgará os eventos da sala na internet, além de dialogar com as crianças.

A rica discussão proposta pelo “Territorialidades de Carolina”, conforme programação abaixo, gerará uma publicação que, por sua vez, contribuirá para a consolidação de uma visão multifacetada de Carolina Maria de Jesus, junto a diferentes públicos e expansão de seu perfil nos 101 anos de seu nascimento.

Com o coração pleno de alegria por oferecermos à cidade de Belo Horizonte mais um espaço lítero-cultural dentro do MUQUIFU, agradecemos sua participação e apoio na divulgação.

SEXTA-FEIRA 22/05/2015
MANHÃ
9:00 - ABERTURA: Apresentação da sala Carolina Maria de Jesus – Padre Mauro Luís Silva – curador do MUQUIFU

9:30 ÀS 12:00 - RODA DE CONVERSA
Carolina escrita - Elzira Divina Perpétua : professora do curso de Letras da Universidade Federal de Ouro Preto, autora de "A vida escrita de Carolina Maria de Jesus"

Leitura literária de Carolina Maria de Jesus – Mariana Santos de Assis: mestre em Linguística Aplicada pela UNICAMP

TARDE
14:30 / 17:30

A produção musical de Carolina Maria de Jesus – Adélcio Souza Cruz – Professor de Teoria da Literatura na Universidade Federal de Viçosa, autor de “Narrativas contemporâneas da violência”.

A poética de Carolina Maria de Jesus – Lívia Natália: poeta, autora dos livros de poesia “Água Negra” (Prêmio Banco Capital de poesia - 2011) e “Correntezas e Outros Estudos Marinhos”. Professora Adjunta de Teoria da Literatura da Universidade Federal da Bahia.

NOITE

18:00 / 21:00 – Oficina: Boneca negra e identidade (máximo 30 participantes)
Jaciana Melquíades – artista visual e criadora de bonecas negras

SÁBADO – 23 DE MAIO DE 2015

MANHÃ
9:00 / 12:00
A recepção literária de Carolina Maria de Jesus na Alemanha – Raquel Alves dos Santos – mestranda em tradução Alemão / Português – Universidade de São Paulo

Turismo cultural via literatura em Parelheiros – SP, onde Carolina viveu os últimos anos – Bel Santos Mayer - educadora social. Coordena o Programa de Direitos Humanos do Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário – Ibeac / SP.

TARDE
14:30 / 17:30
Carolina, escritora e catadora dos anos 1960 e sua relação com as catadoras de material reciclável do século XXI – Ruivo Lopes – poeta e educador

Carolina Maria de Jesus: inspiração para mulheres negras brasileiras ao longo de um século (1914-2015) – Vilma Reis, socióloga, ativista dos movimentos negro e feminista, ouvidora geral eleita da Defensoria Pública do Estado da Bahia.
NOITE

18:00 – Sarau líteromusical

Roda de conversa sobre o livro Africanidades e relações raciais... em Salvador, dia 15/05/2015



O DMMDC - Doutorado Multi-Institucional e Multidisciplinar em Difusão do Conhecimento / UFBA promove roda de conversa sobre o livro Africanidades e relações raciais: insumos para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil, no CEAO, auditório Milton Santos, dia 15/05/2015, às 19:00.

Pleno de alegria, o livro Africanidades e relações raciais: insumos para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil, dá mais um passo em seu caminho junto a intelectuais, ativistas, educadores, educandos, artistas. 

Dessa vez estaremos em Salvador, dia 15 de maio às 19:00 no CEAO - Centro de Estudos Afro-orientais. Apareça para papear conosco e concorrer ao sorteio de alguns exemplares da obra.

O livro apresenta um diagnóstico da realidade sociocultural do setor do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (LLLB), pelas dimensões de raça e africanidades, a partir do pensamento de 48 mulheres e homens, predominantemente negros e jovens, considerando os desafios da encruzilhada do combate ao racismo e da formação do leitor-literário.

Estarão presentes: Cidinha da Silva (organizadora), as autoras Analu Souza, Janja Araújo e Lívia Natália e o autor Eduardo Oliveira. Contaremos também com a participação luxuosa do professor Hélio Santos como comentarista.